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Força Sindical, Fecomércio, Fiesp e SindusCon repercutem o PAC

Folhapress
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São Paulo - A Força Sindical considera que as tímida e com pouca ousadia as medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), divulgado ontem pelo governo federal. “Entendemos que iniciativas que visam o crescimento são importantes, mas é necessário que se somem a essas, outras medidas e profundas reformas com reflexos a curto prazo”, afirmou em nota o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Na avaliação do sindicalista, o pacote não resolve as questões estruturais do País.

O presidente da Força afirmou ainda que vai entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a criação do fundo de investimento em infra-estrutura com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Fecomércio

Os comerciantes do Rio de Janeiro consideram o PAC positivo, mas afirmam que ele trata de maneira superficial a redução de gastos públicos, a reforma tributária e a Previdência Social.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fez críticas semelhantes. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse ontem que no geral o pacote anunciado pelo governo federal é positivo, mas que faltaram medidas para redução dos “gastos e desperdícios” públicos. Outro ponto que não satisfez totalmente o presidente da Fiesp foi o relacionado ao crédito para empresas.

Segundo a economista-chefe da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ), Clarice Messer, as medidas anunciadas não são capazes de se traduzir em um crescimento econômico de 5% em 2007.

SindusCon-SP

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), João Claudio Robusti, afirmou ontem que o PAC está no rumo certo, mas que o FGTS deveria continuar a ser utilizado somente na habitação e saneamento.

Segundo Robusti, para as obras de infra-estrutura em geral, já existem outras fontes de recursos, como a Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide). “O próprio governo federal reduziu as verbas necessárias a subsidiar a habitação de interesse social no Orçamento de 2007. Cabe indagar se não seria o caso de utilizar os R$ 5 bilhões para esses subsídios, de forma a efetivamente diminuir o déficit habitacional de 7,8 milhões de moradias no País. Afinal, 92% desse déficit é constituído por famílias que, se não contarem com subsídios, jamais conseguirão habitar uma moradia digna.”

Firjan

Para que o objetivo do PAC de acelerar o crescimento econômico seja atingido é preciso que os juros continuem caindo, segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira.

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