Internacional

Protestos deixam 60 feridos no Líbano

Folhapress
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Beirute - Milhares de manifestantes de oposição ao governo bloquearam ontem ruas e queimaram pneus no Líbano, em uma greve geral que visa derrubar o atual governo.

Ao menos 60 pessoas ficaram feridas, principalmente em Beirute e nas áreas cristãs, segundo fontes da segurança libanesa. Colunas de fumaça eram vistas sobre várias regiões da capital durante o ato, inclusive na área do aeroporto internacional de Beirute.

Os protestos bloquearam o tráfego e causaram o fechamento do comércio em várias regiões. Soldados atiraram para o alto para deter a multidão, que atirava pedras.

Na vila cristã de Halba, no norte do país, seis ativistas pró-governo ficaram feridos - um deles com gravidade, de acordo com as fontes da segurança.

Em outro episódio, um homem armado atirou contra manifestantes na cidade cristã de Byblos, ferindo três pessoas antes de ser preso. Dois manifestantes ficaram feridos em um tiroteio em Batroun. Um partidário da oposição levou um tiro na cabeça na cidade de Sofar, na região das montanhas.

A greve foi convocada pelo grupo extremista Hizbollah, que é apoiado pela Síria e pelo Irã, para forçar a renúncia do atual governo e a realização de eleições parlamentares antecipadas.

O primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, e seus seguidores ignoraram o ato, com o apoio de associações bancárias e empresários.

O atual governo libanês é apoiado pelo líder sunita anti-sírio Saad al Hariri. Seus oponentes incluem membros dos grupos xiitas Hizbollah e Amal. Cristãos estão divididos dos dois lados.

Soldados e bombeiros se espalharam pelas ruas de Beirute, onde colunas de fumaça podiam ser vistas ao longe sobre ruas e rodovias, devido aos pneus queimados por opositores. De acordo com testemunhas e com imagens de TV, os manifestantes bloquearam várias regiões de Beirute, assim como outras áreas em todo o país.

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