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Dr. Automóvel: Cuidados com a bateria


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Certas coisas só nos lembramos delas quando dão problemas. Por serem tão confiáveis até nos esquecemos que elas existem, mas quando pifam nos deixam na mão. Uma delas é a bateria. De manhã cedo damos a partida no carro, ligamos o rádio, acendemos os faróis, tocamos a buzina, ligamos o limpador de pára-brisa, pisca-pisca, tudo funciona bem graças à abençoada bateria, que nem nos vem à lembrança. Mas ela também requer manutenção. Dependendo do tipo, pode requerer mais ou menos atenção, mas nunca deve ser esquecida.

Baterias mais simples e baratas requerem água destilada, para completar o nível assim que aparecerem as placas de chumbo, olhando por dentro dos orifícios dos bujões. O correto é completar até o nível cobrir ligeiramente as placas, nunca encher até a boca. É totalmente reprovável colocar “aditivos” na água destilada, como são vendidos por aí. Nada acontece de bom, apenas podem causar danos às placas e ao seu bolso. Se uma bateria estiver totalmente seca, deve ter problemas de vazamento ou de curto-circuito. Não basta apenas completar com água destilada, precisaria ser reparada e então adicionada uma solução própria, que já vem com ácido na dosagem correta. Mas o correto mesmo é trocar por uma nova.

Já as baterias de baixa manutenção não evaporam tanto e não precisam de atenção com tanta assiduidade, mas é recomendável que a cada três meses se verifique o nível, retirando as tampas e completando se necessário. Use apenas água destilada.

Nas baterias livres de manutenção a vida é mais tranqüila e não se tem como verificar seu nível (a não ser por um visor, quando disponível), pois ela é do tipo selado. Mesmo assim, existe uma dica que vale para qualquer tipo e aplicação de bateria, que é a de manter os bornes sempre limpos e sem oxidação. Para isso, desconecte os cabos da bateria e limpe bem os bornes, retirando toda sujeira e oxidação que se forma. Lixe levemente as partes em contato tanto do cabo quanto do borne e monte novamente (muito cuidado para não inverter os cabos!). Depois de montados, passe graxa em toda a região de contato para proteção. Esta manutenção simples faz com que melhore o contato e aumente a performance da bateria.

E quando ela dá problema e pára de funcionar de uma hora para outra? Pode ser por três problemas: ou pifou de vez por desgaste natural da idade (isso mesmo, uma bateria, por ser química, tem uma vida útil que praticamente independe do ritmo de trabalho a que foi submetida, o que conta é o desgaste das placas), neste caso a única solução é a reposição; pode ter-se descarregado por esquecimento de algum equipamento elétrico ligado, bastando para isso recarregá-la; ou então ela não está sendo carregada de acordo, por problemas no alternador. Aí o problema não é com ela...

No caso de precisar de uma recarga rápida, o próprio carro pode fazer isso. Basta fazermos a chamada “chupeta”, ligando dois cabos grossos e específicos, conectando a bateria de um outro carro à sua, tomando os seguintes cuidados: conectar os pólos positivo com positivo e negativo com negativo, nunca encostando os cabos entre si; dar a partida no carro doador e só então dar a partida no seu. Pegando o motor, desligue os cabos e deixe o motor carregar sozinho. Depois procure a causa do problema e resolva.

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Sugestões para a coluna e perguntas à seção Correio Técnico devem ser enviadas ao e-mail automerc@jcnet.com.br ou à redação do Jornal da Cidade, na rua Xingu, 4-44, Higienópolis. É obrigatório informar nome completo, RG, endereço e contato (telefone ou e-mail).

* Marcos Serra Negra Camerini é engenheiro mecânico formado pela Escola Politécnica da USP, pós-graduado em administração industrial e marketing e engenharia aeronáutica, com passagens como executivo na General Motors (GM) e Opel. Também é consultor de empresas e assina uma coluna na revista Quatro Rodas Nitro. Seu site é www.marcoscamerini.com.br.

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