Regional

Metade da população de Bocaina fica sem água por quatro dias

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina - Metade da população da cidade de Bocaina (69 quilômetros de Bauru) ficou sem água durante quatro dias. Ontem, parte da população começou a ser abastecida, mas o abastecimento ainda está comprometido. O motivo da falta de água em três bairros periféricos foi a quebra de uma bomba da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A população está insatisfeita e reclama, não sem razão. Paga caro por um serviço deficiente. O morador João Carlos Alves não poupa críticas. “Ficamos quatro dias sem água e com dificuldades para tomar banho, lavar roupa. O pior é que pagamos caro pelos serviços, de R$55,00 a R$ 60,00/mês, numa casa popular.”

Alves diz que essa não é a primeira vez que falta água no bairro em que mora, Xerxes Barteloti. “Vira e mexe e estamos sem água na torneira.”

Nos dias de ‘seca’ total, o caminhão-pipa da companhia e o da prefeitura visitam o bairro, mas, segundo ele, abastecem os galões e baldes com água suja. “Não dá para fazer muita coisa com a água que eles trazem para a gente.”

No bairro José Tonon, vizinho do Xerxes Barteloti, a água voltou às torneiras no início da tarde de ontem. Mas, no bairro Nova Bocaina II, também próximo, o abastecimento era parcial.

O funcionário de um supermercado do bairro Nova Bocaina II, Edson Luiz Guarnieri, é crítico com relação ao abastecimento de água. “Estamos trazendo água de casa, moramos no centro da cidade e lá o abastecimento estava normal. Desde sábado que estamos sem água. É um transtorno ficar sem água. Temos que fazer a limpeza.”

Varal cheio

A moradora do bairro Xerxes Barteloti Rosemeire Panzineli aproveitou a chegada da água para lavar as roupas que estavam acumuladas desde sábado. “Tenho um bebê de pouco mais de um ano. Quando não chove falta água e estamos sofrendo com isso.”

Ela explica que em sua casa há duas caixas de água de 500 litros e mesmo assim esgotou. “Pago cerca de R$ 40,00 por mês, mas sempre falta água.”

Ela acha que a Sabesp deveria ter uma bomba sobressalente para quando uma quebrar ter outra para entrar em atividade, evitando a falta de água. “Hoje (ontem) chegou a água, mas a gente percebe que está fraca. Parece que a qualquer momento vai acabar de novo.”

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