Regional

Famílias de Reginópolis vítimas da chuva querem sair de moradias em área de risco

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Reginópolis - A imagem dos móveis e eletrodomésticos destruídos pela água e lama no começo deste ano ainda está na lembrança de Mirian de França. No dia 6 de janeiro, 20 famílias que moram no bairro Marajá, em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru), ficaram desabrigadas porque as águas do córrego Corredeira transbordou e invadiu as moradias. Quase 20 dias após o fato, as famílias que continuam morando no local reivindicam da prefeitura uma providência. Eles querem se mudar. Esperam que a administração municipal destine verba para a construção de outras casas.

França conta que no mesmo bairro foram construídas casas populares pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) há alguns anos. Os moradores próximo ao córrego deveriam ser transferidos para aquelas residências, no intuito da prefeitura de tirá-los daquele local. Entretanto, não foi isso o que aconteceu. “Pessoas que moram em outros bairros foram sorteados e as famílias que moram perto do córrego continuaram onde estavam”, conta.

Na ocasião do alagamento, o prefeito da cidade, Cláudio Undiciatti (PSDB), confirmou o fato, mas disse que o sorteio que definiu quais famílias receberiam as casas não foi feito em sua gestão.

Ontem de manhã, Fátima Aparecida da Silva ainda contabilizava as perdas. “Ainda falta guarda-roupa e outros móveis. Recebemos da prefeitura cesta de alimento e colchões, mas perdemos tudo”, diz. A moradora disse que quando chove, fica com medo. “A gente não dorme mais direito com medo de uma nova enchente”, disse.

Francisco Ferreira dos Santos passou uns dias na casa de um vizinho, mas teve que voltar para sua moradia. “É o único lugar que temos para morar. Esta foi a quinta enchente que passamos”, diz. O morador perdeu eletrodomésticos, televisor, aparelho de DVD e vídeo. “Pelos meus cálculos, perdi R$ 1.500. Eram aparelhos que eu usava para o meu trabalho”, diz.

Uma das casas da mesma rua precisou ser demolida. Ela ficava bem próxima do córrego e foi a primeira a ser alagada. Mesmo após a limpeza das casas, os moradores sofrem com outros incômodos: o aparecimento de insetos e o mau cheiro.

“Minha pele está coçando por causa da sujeira. Já limpamos tudo, mas ainda existe mau cheiro”, diz.

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