Ainda corre no 3.º Distrito Policial (DP) de Bauru o inquérito que investiga se o filho do casal de Regionópolis morreu ou está vivo. E, se está vivo, seu paradeiro. Em respeito ao rogado sigilo de Justiça, a Polícia Civil não pôde divulgar seu conteúdo. Conforme a reportagem constatou, as investigações começaram entre 2002 e 2003.
Inicialmente, o caso foi arquivado. Depois, com o depoimento de novas testemunhas, foi reaberto. No início deste ano, a delegacia teria solicitado à Justiça mais prazo para continuar com as apurações. O 3.º DP já teria em mãos, por exemplo, o resultado da exumação do corpo da criança enterrada como filha de Reginaldo e Vera.
A mãe garante ter dado à luz um menino, mas o bebê sepultado é do sexo feminino. Um exame de DNA já confirmou o erro, segundo a família. Outros testes seriam realizados com as 21 crianças que nasceram na mesma data, na Maternidade Santa Isabel.
O inquérito pode lançar luz sobre outras dúvidas. Entre elas se a eventual troca teria sido feita pela maternidade ou pela funerária do município de Iacanga, que já fechou suas portas. A reportagem tentou novo contato, em vão, com a superintendência da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), mantenedora da maternidade.
Anteontem, a AHB informou apenas que se pronunciaria sobre o assunto após a conclusão da ação na Justiça.