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‘300’, de Frank Miller, é lançado em volume único

Por Pedro Cirne | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

De um lado, o rei Leônidas e 300 guerreiros que tentam manter a soberania de Esparta. Do outro, dezenas de milhares de persas, comandados pelo rei Xerxes (o brasileiro Rodrigo Santoro), tido como um deus por seu povo. Esta é a sinopse do filme “300”, de Zack Snyder, cuja estréia no Brasil está programada para 30 de março. O longa adapta a história em quadrinhos “Os 300 de Esparta”, que está sendo relançada no Brasil em uma edição especial.

“Os 300 de Esparta” (R$ 58,00) é obra de um dos maiores nomes dos quadrinhos contemporâneos: o norte-americano Frank Miller, também autor da série “Sin City”, “Batman: O Cavaleiro das Trevas” e “Demolidor - A Queda de Murdock”. Demolidor Miller começou a ficar famoso no início dos anos 80, quando desenhava histórias do Demolidor, super-herói da editora Marvel. Mais de 25 anos depois, continua a trabalhar no gênero (no momento, prepara uma história em que o Batman enfrenta a Al-Qaeda), mas conseguiu nome o suficiente para publicar trabalhos autorais.

As histórias mais pessoais de Miller trazem combatentes honrados e destemidos que jamais recuam ou desistem, mesmo que isso signifique morrer. É o caso dos inflexíveis Marv (de “Sin City”), Martha Washington (personagem já publicada no Brasil, mas menos conhecida) e dos guerreiros que participaram da Batalha das Termópilas, confronto que realmente aconteceu e que é narrado, de forma romanceada, em “Os 300 de Esparta”.

A HQ foi lançada em 1998 nos Estados Unidos como uma minissérie em cinco edições. Fez sucesso entre a crítica, sendo premiada em três categorias do Eisner Awards (o Oscar dos quadrinhos dos EUA): melhor série limitada, melhor colorista (Lynn Varley) e melhor roteirista-artista (Frank Miller). Volume único “Os 300 de Esparta” não é inédita no Brasil: saiu pela primeira vez em 1999, repetindo o formato original (minissérie em cinco partes).

A reedição deste ano traz duas novidades. A história agora é publicada em um volume único e, mais importante, em tamanho e formato diferentes: maior, 33 por 24 centímetros, e horizontal. As mudanças foram para melhor. O novo formato dá à edição um clima mais cinematográfico, com melhor aproveitamento dos planos de batalha e cenários. Talvez quem veja o filme não se interesse pela HQ, mas quem ler a HQ sentirá vontade de compará-la ao filme.

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