O presidente israelense, Moshe Katsav, 61 anos, que sofre acusações de estupro e outros crimes sexuais, pediu ao Knesset (Parlamento) o afastamento temporário de suas funções, enquanto cresce a pressão política para que ele renuncie ao cargo.
Se o pedido for aceito, a presidente do Parlamento, Dali Itzik, do Partido Trabalhista, assumirá as funções.
Nominalmente, no entanto, Katsav continuará a ser presidente de Israel. Caso seja aprovado, o pedido de licença vale três meses, e pode ser renovado por mais três.
O escândalo explodiu em julho do ano passado, quando uma ex-secretária de Katsav registrou queixa policial contra o presidente por estupro.
O promotor Menachem Mazuz ordenou então uma investigação policial, que recomendou a abertura de um processo judicial. Anteontem, Mazuz decidiu indiciar o presidente pelas acusações de crimes sexuais.
Ele nega as acusações feitas por várias mulheres que trabalharam a seu lado durante seu mandato na Presidência, e quando era ministro de governo. Enquanto ocupar a Presidência, ele só poderá ser levado a julgamento se sofrer um processo de impeachment. Autoridades legais afirmam que as acusações podem levá-lo a cumprir até 20 anos de prisão.