Turismo

Sonoridade das tradições

Por Eliane Barbosa | Com Luciana Lewis, especial para o JC Turismo
| Tempo de leitura: 2 min

As tradições populares foram as grandes inspiradoras da inteligência pernambucana e o maracatu é um deles. O ritmo surgiu em 1711 com os negros que dançavam para o rei do Congo, até serem vendidos como escravos e obrigados a imigrar sob grilhões para a terra longínqua.

Em Pernambuco, o maracatu foi enriquecido com cultos indígenas e um pouco da cultura européia hegemônica. No Carnaval do Recife e Olinda, são famosos os grupos de Maracatu de Baque Virado e o Maracatu Nação.

A cultura negra tem um pólo especial tamanha a sua riqueza. O Pólo Afro recebe, além do maracatu, afoxé, blocos afros, baterias de escolas de samba e shows de reggae durante o Carnaval. Mesmo tratamento é dado no Pólo de Todos os Frevos, que homenageia o autêntico frevo pernambucano. É formado pelo Palco de Todos os Frevos, pelo Corredor do Frevo e mais três estações, onde passistas mostram, ao som de grandes orquestras, o que é ter frevo no pé.

Pela avenida passam as freviocas, blocos, troços, clubes de frevo e, claro, o Galo da Madrugada. O músico recifense Antônio Nóbrega, que no espetáculo “Nove de Frevereiro” faz uma ode ao frevo (o título remete à data do primeiro registro da palavra “frevo”, há um século), explica que o frevo musical é a síntese bem-acabada dos dobrados, polcas e maxixes que as bandas tocavam em dias de festa.

“O gênero só se firmou quando se apartou da marcha dobrada, nos anos 30. A dança era chamava de “o passo do frevo”, porque a banda marcial saía às ruas tocando marchas e dobrados em passeio, em passeata. Quem acompanhava as bandas fazia “o passo”, explica.

*Colaboração: Exclusiva Comunicação

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Para todos

O turista que for a Recife entre janeiro e março não pode deixar de visitar o Bairro do Recife à noite, quando a diversidade musical toda conta das ruas e sobrados. Artistas famosos se apresentam misturando o frevo ao jazz, MPB, forró, pop rock, samba e música eletrônica.

Noites especiais também para quem quer ouvir clássicos do frevo em releituras de compositores como Capiba e Nelson Ferreira ou apresentações mais do que aguardadas de Silvério Pessoa, Maestro Nunes, Mestre Salu, Spok Frevo e Maciel Salu, entre outros.

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