O calor em Recife é gostoso. Além da brisa que sopra forte do mar, a cidade conta com inúmeras áreas verdes, entremeadas entre o mangue, os rios, o oceano e açudes. Cidade das artes, dos intelectuais, do folclore, da cultura e da gastronomia, Recife é também a cidade das belas praças e parques.
Muitas praças são famosas por terem sido projetadas por ninguém menos do que Oscar Niemayer, o papa da arquitetura e enfeitadas pelo paisagista Burle Marx. É o caso da praça de Casa Forte, encravada no histórico e aristocrático bairro da região norte, que possui três lagoas com vitórias-régias, árvores frondosas e jardins com flores variadas. Lá também o visitante encontra charmosos cafés, bares e restaurantes.
Outro belo projeto de Burle Marx é a praça Faria Nevez (no bairro de Dois Irmãos) que conta com vegetação bem cuidada a partir de plantar ornamentais, gramas e mudas de sementes, além de espécies próprias daquela área.
A praça Euclides da Cunha, no bairro do Benfica, é outra obra do paisagista, prestando homenagem à luta do povo sertanejo através da figura do escritor Euclides da Cunha, autor de “Os Sertões”. O conjunto conta com plantas próprias da caatinga, como cactos e palmas.
As praças do Recife se espalham entre o Centro da cidade e os seus quase 100 bairros. Ao todo, estão catalogadas 297 praças, parques e refúgios, que convidam ao descanso e à leitura embaixo de árvores frondosas.
Desse total, 157 espaços são adotados por empresas parceiras da Prefeitura do Recife, caso do Parque da Jaqueira, espaço com 70 mil metros quadrados com pista de patinação, equipamentos de ginástica, posto médico, banheiros, fraldário, cafeteria e espaço de convivência.
A praça mais antiga do Recife é o Marco Zero voltado para o mar e que tem como pano de fundo construções históricas da colonização holandesa. É no Marco Zero que fica a rosa-dos-ventos, a origem da cidade, obra do artista plástico pernambucano, já falecido, Cícero Dias.