O aposentado Milton Dilson Ribeiro, 58 anos, que é diabético, hipertenso e teve dois acidentes vasculares cerebrais (AVC) entre 2003 e 2004, sempre foi atendido na unidade de saúde do Parque Santa Edwirges, que fica a cinco quadras de sua casa. No entanto, agora ao procurar a unidade para receber os remédios de que necessita e medir a pressão arterial, Ribeiro recebeu também um comunicado que não seria mais atendido no local.
Ele saiu da unidade de saúde com encaminhamento da assistência social para procurar atendimento médico em bairros vizinhos. Ele reclama que as duas unidades sugeridas pela assistência, no Núcleo Nova Esperança e Bela Vista, são mais distantes de sua residência do que a unidade que costumava freqüentar. “Eu caminho com dificuldade, mas chego lá (na unidade Santa Edwirges). Agora, caminhada muito longa não consigo fazer“ lamenta Ribeiro.
A assessoria de imprensa da prefeitura informou que a indicação para o aposentado procurar outra unidade de saúde é correta. Explicou que os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde para o Programa Saúde da Família, atualmente em funcionamento na unidade de saúde do Parque Santa Edwirges, determinam que só podem ser atendidos usuários que residam no bairro.
E Ribeiro, apesar de morar a cinco quadras da unidade, não está incluso na área de abrangência da unidade. Para a prefeitura, ele mora no Parque Jaraguá, o que levou à orientação para procurar outra unidade de saúde. Porém, o aposentado argumenta que, em sua conta de luz, consta que sua casa fica sim no Parque Santa Edwirges. Se procurado o endereço do aposentado na lista telefônica, a indicação é de que a residência fica no Parque Jaraguá.
No site do Ministério da Saúde, a reportagem constatou que o ‘Saúde da Família’ é direcionado a usuários de uma região demográfica delimitada e para um número definido de mil famílias ou cerca de 4 mil pessoas.