Internacional

Líbano: decretado toque de recolher

Folhapress
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Beirute - O Exército do Líbano decretou um toque de recolher na capital, Beirute, para tentar conter a onda de violência que deixou cerca de 30 feridos ontem.

Em Paris, um grupo de representantes internacionais prometeram ontem uma ajuda de US$ 7,6 bilhões para a reconstrução do Líbano, devastado pela guerra contra Israel em julho e agosto de 2006.

A ajuda poderá também colaborar para manter o governo pró-ocidental do premiê Fouad Siniora, cuja renúncia vem sendo exigida pela oposição liderada pelo grupo xiita Hizbollah desde o fim de 2006.

A TV libanesa NBN, liderada pela oposição, estima que quatro pessoas foram mortas, incluindo dois estudantes, durante confrontos. A NBN e a TV Al Manar, dirigida pelo Hizbollah, culparam atiradores leais ao governo de Siniora pelas mortes.

Soldados do Exército atiraram para o ar em uma tentativa de dispersar as multidões em confronto, e saíram em grandes números às ruas para controlar a violência. Uma densa coluna de fumaça se elevou da área dos conflitos, onde manifestantes queimaram carros e pneus.

O Hizbollah emitiu um comunicado pedindo a seus apoiadores que saíssem das ruas próximas da universidade, enquanto líderes pró-governo ordenaram calma a seus simpatizantes.

O toque de recolher imposto a Beirute deverá durar de 20h30 de ontem às 6h de hoje.

Conflitos

A violência começou ontem quando manifestantes da oposição tomaram o campus da universidade em Beirute, atirando pedras e entrando em confronto com policiais, informou a polícia.

Três pessoas foram mortas e mais de 170 ficaram feridas durante a manifestação de terça, convocada pelo Hizbollah para pressionar pela renúncia do governo.

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Doações

Na reunião de ontem em Paris, doadores internacionais prometeram enviar mais de US$ 7,6 bilhões ao Líbano para a recuperação do conflito com Israel no ano passado. O conflito entre Israel e a milícia xiita libanesa Hizbollah, que durou 34 dias, deixou mais de 1.200 mortos (a maioria civis libaneses), cidades libanesas inteiras destruídas, sem água, luz e telefone. Algumas cidades israelenses tiveram prédios danificados.

A Arábia Saudita liderou a lista de doações, com a promessa de US$ 1,1 bilhão. Os Estados Unidos prometeram outros US$ 770 milhões, enquanto o Fundo Monetário Árabe e o Banco Mundial ofereceram mais US$ 700 milhões em ajuda ao Líbano.

“A soma de doações para o Líbano chegou a pouco mais de US$ 7,6 bilhões”, afirmou o presidente francês, Jacques Chirac, durante a conferência.

“O povo do Líbano merece viver em paz. Eles merecem tomar decisões a respeito de seu futuro político, livres da ameaça da violência e da intimidação política”, disse a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, durante a reunião. “Os Estados Unidos estão comprometidos em defender a democracia no Líbano”.

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