Polícia

Pára-brisa trincado agora dá multa

Daiana Dalfito
| Tempo de leitura: 2 min

Até agora, o risco era o vidro estilhaçar e o motorista levar um susto e, com isso, até envolver-se em um acidente. Mas a partir de hoje circular com veículo com o pára-brisa trincado também pode dar multa. É que entra em vigor uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que estabelece que no campo de visão do motorista, a chamada área crítica, não pode haver fissuras. No restante do pára-brisa, elas podem existir, desde que sejam pequenas.

A nova exigência do Contran já movimenta o mercado de vidros para carros. Em uma oficina de Bauru, sabendo da nova regra, há cerca de um mês começaram a aparecer os interessados em trocar pára-brisa trincados por outros em perfeito estado. Nesta semana, pelo menos um pára-brisa foi trocado por dia por conta da nova regulamentação, segundo Felipe Bettio de Araújo, proprietário da oficina e mecânico.

“As pessoas já estão preocupadas com as multas e a tendência é a procura pela troca aumentar para três ou quatro pára-brisa por dia só por causa dessa nova regra”, diz. Um pára-brisa dianteiro para um carro popular custa em média R$ 180,00, mas a peça para um veículo importado chega a R$ 2 mil.

O motorista que não estiver com o pára-brisa dentro dos novos padrões estabelecidos pelo Contran pode ser punido com cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 127,69. A infração é considerada grave e o veículo fica retido para a regularização.

A exigência do Contran visa aumentar as condições de segurança no trânsito, reduzindo o risco de lesões aos ocupantes do veículo e assegurando a visibilidade do condutor. Ao comentar as novas regras do Contran, o consultor do Auto Mercado Marcos Camerini, ressalta que a visibilidade realmente é prejudicada pelas trincas no pára-brisa.

As fissuras também permitem que haja infiltração de água entre a primeira camada de vidro e a camada de plástico que ‘recheia’ o pára-brisa. Nesses casos, a infiltração esbranquiça, suja e pode até causar bolhas no plástico, o que prejudica a visibilidade e aumenta a tendência do da trinca. “Com o calor, a dilatação fragiliza o vidro e o deixa mais propenso a estilhaçar”, completa.

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