Regional

Produtor de verdura ‘importa’ para cumprir contrato

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Lucianópolis – O brócolis não se desenvolve, o canteiro de verduras está encharcado e as folhas de variedades de alface estão muito aquém do que o consumidor costuma elogiar nas gôndolas e nas bancas das feiras livres. Este é o estrago provocado pela chuva nas plantações da família Yamaguti, na cidade de Lucianópolis (a 50 quilômetros de Bauru). Fornecedor para restaurantes e uma rede de supermercados de Bauru, o produtor José Yamaguti Júnior, 39 anos, está tendo de “importar” produtos de São Paulo, Mogi Guaçu e Ibiúna para cumprir os contratos de entrega.

Ele contabiliza prejuízos com uma grande queda na produção nos 5 alqueires de terra utilizados na fazenda Nossa Senhora Aparecida. Em períodos normais, Yamaguti colhe de 3.000 a 4.000 pés de alface por dia. Atualmente, a produção diária não passa de 1.000 pés.

Por causa dos efeitos da chuva, o produtor tem conseguido aproveitar apenas entre 20% e 30% do que planta. “Isso não cobre os custos, pois temos que comprar de fora”, ressalta Yamaguti.

A quebra na produção foi causada por nove dias ininterruptos de chuva após o Natal, seguidos de calor intenso e sol e mais seis dias de novo período de chuva (leia mais na página 20).

A chuva também está prejudicando sensivelmente a extração de borracha produzida pelo 15 mil pés na fazenda da família Yamaguti. As perdas somam até 50% da produção diária. Com o clima seco consegue-se extrair cerca de 3,5 toneladas de borracha por semana. Atualmente, José Yamaguti Júnior explica que a produção semanal fica entre 1,5 tonelada e 2 toneladas do produto.

Ele ressalta que a rentabilidade com a borracha caiu pela metade enquanto que os custos de produção e com o pessoal continuam os mesmos. Segundo Yamaguti, o manejo da árvore - sangria - é feito a cada quatro dias. No entanto, metade da sangria está sendo perdida devido às chuvas.

Comentários

Comentários