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Astrologia dos bebês

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 9 min

A astrologia pode ser uma importante ferramenta para o autoconhecimento. A avaliação é da astróloga paulistana Sandra Perin, autora do recém-lançado livro “Álbum Esotérico do Bebê” (Idea Editora). “A educação começa no berço e já existem referenciais que podem potencializar as qualidades e minimizar os defeitos dos seres humanos, entre eles está a astrologia”, justifica a autora, formada em letras e pedagogia e que há quase duas décadas decidiu mudar seu campo profissional “para as estrelas”.

Em sua obra, Sandra explica que os sentimentos e situações do cotidiano são melhor compreendidos com a ajuda e o conhecimento da energia dos astros. “Somente a pessoa tem o poder de mudar seu destino, mas, em momentos de crise, a astrologia pode dar indicativos de saída e ajudá-la a refletir sobre determinada situação ou decisão”, diz, em entrevista concedida ao Jornal da Cidade.

De acordo com Sandra, a astrologia, por meio da posição dos planetas na hora do nascimento, aponta traços da personalidade dos bebês e pode ser aplicada no universo infantil, dando apoio aos pais no processo de educação e desenvolvimento da criança. Com base neste tema, a astróloga avalia, no bate-papo a seguir, questões como mapa astral, numerologia, astrologia chinesa, signos e horóscopo.

Jornal da Cidade - O que é astrologia?

Sandra Perin - É uma linguagem que traduz o DNA da nossa personalidade e ajuda as pessoas a caminharem com mais firmeza pela estrada da vida. Para o astrólogo, os indivíduos começam a existir a partir da primeira respiração. O ser humano tem alma, mas a astrologia não estuda ou interfere no contexto religioso ou espiritual.

JC – O que ela estuda?

Sandra Perin – A astrologia analisa como a pessoa estuda, trabalha, se comunica, a maneira como ela se alimenta, de que forma ela ama. É tudo em âmbito comportamental, tanto é que o meio ambiente exerce influência no mapa astral.

JC – De que maneira?

Sandra Perin – Por exemplo, duas pessoas que nasceram no mesmo dia e na mesma hora têm mapa astral muito semelhante, ou seja, são gêmeas astrais. Mas se elas vivem em meios diferentes experimentarão situações parecidas em suas vidas porque têm a mesma energia, porém reagirão de forma diferente aos fatos. Outro exemplo: um mapa astral de um renomado cirurgião pode ser muito semelhante ao mapa astral de um assassino de arma branca porque um cursou medicina enquanto o outro cresceu em condições precárias.

JC – Gêmeas univitelinos têm o mesmo mapa astral?

Sandra Perin – Têm, mas é preciso ressaltar que cada minuto, na hora do nascimento, corresponde a uma diferença de 4 anos nos fatos da vida.

JC - Onde a astrologia pode ser aplicada?

Sandra Perin - Ela pode se tornar uma ferramenta de apoio em qualquer necessidade pessoal.

JC – Dê alguns exemplos.

Sandra Perin – Se uma pessoa quer saber qual escola irá matricular seu filho ou quer saber quais ou quantas atividades extracurriculares ela pode e tem energia para desempenha. A astrologia ajuda também quando os pais estão em dúvida se a criança deve estudar no período da manhã ou à tarde ou se o filho deve praticar futebol ou basquete; ou, ainda, quando os pais se separam e querem saber qual é a melhor maneira de falar sobre o assunto com o filho, lembrando que cada criança reage de forma diferente às situações. É isto que a astrologia faz, ela dá um indicativo para qualquer necessidade que a pessoa tenha, em algum momento de seu cotidiano.

JC - Como a energia e os conhecimentos dos astros podem ajudar os pais na condução da educação dos filhos?

Sandra Perin - Indicando os passos educacionais individualizados, que favorecem uma educação privilegiada, acompanhando o mapa astral. Por exemplo, vou citar um caso de uma criança que treinava futebol e ia muito mal. O pai sonhava que o filho, quando crescesse, iria jogar futebol. E como o menino não se saía bem, começou a gerar uma crise familiar. Quando o garoto fez o mapa astral, descobriu que era um artista, aí ele saiu do futebol e passou a tocar um instrumento, se tornando um expoente na área. O pai entendeu que o futebol não era uma vocação do filho e o relacionamento familiar e a auto-estima da criança melhoraram.

JC - Qual é a diferença entre astrologia, numerologia e astrologia chinesa?

Sandra Perin - Simplificando a resposta, poderíamos dizer que elas são diferentes maneiras de traçar o perfil da personalidade do indivíduo e funcionam como caminhos diferentes para o mesmo fim, que é o do autoconhecimento. São como oráculos onde as pessoas vão buscar respostas simbólicas. A numerologia explica isto de uma forma, mas, por exemplo, o número de uma criança sempre corresponde ao seu signo porque sua personalidade não será de um jeito na numerologia e de outro na astrologia. Mas como as linguagens são diferentes esses caminhos agregam mais informação e melhoram a conexão que a pessoa pode ter em relação aos fatos e ao autoconhecimento.

JC - Todos estes caminhos fazem parte de um mapa astrológico?

Sandra Perin – Não. O mapa astral se refere somente à astrologia.

JC – E qual é a função do mapa astral?

Sandra Perin – Ele é um retrato, uma fotografia do céu na hora do nascimento de um pessoa. E cada indivíduo tem o seu mapa astral, que é estático e para toda a vida.

JC - Como ele influencia a vida de um ser humano?

Sandra Perin - Ampliando o autoconhecimento, indicando caminhos mais floridos, ajudando a facilitar a “lição de casa” na estrada da vida. Se uma mãe, por exemplo, tem dificuldades ou quer saber qual é a melhor forma de educar seu filho, ela pode pedir para um astrólogo traduzir aquela fotografia (mapa astral) da criança. Aí ela poderá fazer várias perguntas, como o porquê do filho brigar com o irmão ou por que ele obedece mais o pai do que a mãe, enfim, existem respostas e indicativos de apoio que ajudam a pessoa a fazer uma constatação dos resultados.

JC – O mapa astral pode mudar ou interferir no destino de um indivíduo?

Sandra Perin – Não, o mapa não pode fazer isto. Somente a pessoa tem o poder de mudar seu destino, mas, em momentos de crise, a astrologia pode dar indicativos de saída e ajudá-la a refletir sobre determinada situação ou decisão. Por exemplo: vamos supor que um indivíduo precise ir a Santos, de qualquer maneira. Ele pode viajar pela estrada velha ou pela rodovia Bandeirantes em seu melhor dia, em sua melhor hora, e ainda com “flores” no caminho. Então se a pessoa tem dez maneiras de desempenhar algo que ela precise ou é obrigada a fazer, pode se empenhar para realizá-la da melhor maneira possível.

JC - Qual é o objetivo do “Álbum Esotérico do Bebê”?

Sandra Perin - Levar ao conhecimento do mundo que a educação começa no berço e que já existem referenciais que podem potencializar as qualidades e minimizar os defeitos dos seres humanos.

JC - Existem pais que planejam a concepção e nascimento dos filhos de acordo com a influência dos signos? Nestes casos, o signo dos pais deve ser levado em consideração?

Sandra Perin - Isso não tem validade. As crianças e os adultos não são um signo, nós somos um mapa. A pessoa pode tentar ajustar uma melhor hora de parto quando a cesariana é inevitável, por exemplo, mas assim mesmo isso também tem sua complexidade. Há mais mistérios entre o céu e a terra do que imaginamos.

JC - Isto não é uma atitude excessiva?

Sandra Perin - Não é atitude excessiva, é falta de conhecimento, cabe ao astrólogo explicar.

JC - O mapa astral dos bebês é diferente da avaliação esotérica para adultos?

Sandra Perin - Não. O mapa é sempre o mesmo, o que muda é o objetivo da busca. Cada idade tem uma necessidade. Em se tratando de bebês, as mães querem saber sobre alimentação e comportamento específico desta faixa etária. Já o adolescente está interessado em paqueras e namoros. O jovem, na profissão que irá seguir. É tudo o mesmo mapa, mas o que mudam são as necessidades. A astrologia ajuda a proporcionar melhor qualidade de vida, já que o autoconhecimento é o caminho que torna isso possível.

JC – A senhora citou a questão profissional. O mapa astral pode influenciar na escolha vocacional?

Sandra Perin – Sim e existe uma linguagem especializada para esta área, que é a astrologia vocacional, mas para desempenhar esta atividade ou interpretar um mapa astral é preciso ser astrólogo. É uma profissão.

JC – Quais são os mitos que envolvem a profissão de astrólogo?

Sandra Perin – Só não leva a astrologia a sério quem não a conhece. Se alguém me diz: “Eu não acredito em astrologia”, eu repondo: “Você já viu o seu mapa astral?”. É difícil falar sobre um assunto que a pessoa não sabe o que é. Trabalho há 18 anos na área de astrologia e sinto que ela é muito desconhecida. Várias pessoas não sabem o que é e para que ela serve. A mídia, em alguns casos, pensa que a astrologia é horóscopo.

JC – E qual é a diferença entre astrologia e horóscopo?

Sandra Perin – O horóscopo dá indicativos muito superficiais e gerais. Já o mapa astral é individualizado. Então o horóscopo vem da astrologia, mas ele não é um mapa astral. Ele é um indicativo de energias coletivas e por isto é vago.

JC – Isto também ocorre com as previsões astrológicas?

Sandra Perin – É a mesma coisa, é muito difícil prever para os signos. Se a pessoa ler todos os dias, ela verá que tem dias que a previsão serve ou não porque o acaso faz com algo seja coincidente com algum aspecto do mapa astral daquela pessoa.

JC – E qual é o papel dos signos na astrologia?

Sandra Perin – Com os signo acontece algo parecido porque, por exemplo, uma pessoa é de Touro, mas ela tem um signo ascendente - que é, em linhas gerais, a aparência externa do indivíduo, é o cartão de visitas - uma Lua, Sol, Marte, Vênus. O triângulo mais importante do mapa é o Sol, ascendente e a Lua; no restante dos pl anetas, cada um forma um signo. E tudo depende do horário e dia de nascimento.

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