O leite animal, integral ou desnatado, pode provocar alergia em alguma pessoas. Mas diferentemente da intolerância à lactose, isto decorre de um resposta do sistema imunológico à proteína do leite. “Geralmente a criança nasce com esse problema. Ela começa a tomar leite materno e, quando passa a consumir o leite de vaca, pode ter sintomas digestivos, respiratórios ou de pele”, explica a gastroenterologista infantil Kátia Semeghini Caputo.
O diagnóstico da alergia à proteína ao leite também é clínico e deve ser comprovado com base em testes terapêuticos. “O médico tira a proteína, percebe a melhora dos sintomas do paciente e, quando introduz novamente a proteína na alimentação, percebe que os sintomas voltam. O tratamento consiste em tirar o componente alérgico do paciente durante 1 ano, e grande parte deles se cura”, detalha a gastroenterologista.
Mas apesar do diagnóstico semelhante, os sintomas e as formas de tratamento da alergia à proteína do leite e da intolerância à lactose são grandes. Caputo explica que a alergia, pode provocar sangramento intestinal e perda de peso, o que não ocorre no segundo caso. “São coisas muito diferentes”, diz.
E, ao contrário de pessoas intolerantes à lactose, o controle dos hábitos alimentares deve ser mais exigente para os alérgicos à proteína do leite. “Quando uma criança tem intolerância à lactose, não tiramos o leite. Já em quadros alérgicos, normalmente é necessário tirar leite de vaca e todos os seus derivados da alimentação.”
____________________ Consumo excessivo
Casos de intolerância à lactose são mais observados, atualmente, na população infantil. De acordo com a gastroenterologista infantil Kátia Semeghini Caputo, uma dos motivos que ajudam a explicar o aumento no número de casos é o consumo excessivo de leite. “As pessoas têm que estar conscientes de que não precisam tomar 1 litro de leite por dia. Elas necessitam de 650 miligramas de cálcio diariamente e isto está presente em duas fatias de queijo, dois tomates, nas folhas verdes e em 1 copo de 250ml de leite”, diz. “Mas muitas crianças ingerem quantidades excessivas de leite, cinco mamadeiras por dia, dois ou três iogurtes”, acrescenta.