A vereadora Maria José Majô Jandreice (PC do B) começou o ano preocupada com as praças e áreas verdes de Bauru. No início deste mês, ela encaminhou uma série de requerimentos ao prefeito Tuga Angerami (sem partido). Entre eles está um que pede informações sobre o número de praças e de áreas verdes que existem no município, a localização de cada uma, em que situação elas se encontram e se foram adotadas por alguma empresa ou entidade e que obrigações assumiram os responsáveis.
Segundo Majô, a falta e o abandono das praças é uma das principais reclamações que ela recebe dos moradores em seu gabinete. A vereadora comenta que algumas empresas chegaram a adotar praças, mas não estão tendo o devido cuidado com as mesmas. Segundo ela, em muitos casos o mato está alto e não há condições das famílias usarem o local como opção de lazer.
No projeto de adoção, as empresas ganham o direito de instalar placas de propaganda no local desde que cuidem da praça. Segundo a vereadora, o projeto é válido, já que a prefeitura não consegue cuidar de todas as praças, mas precisa haver um incentivo maior à adoção.
Para Majô, praças bem cuidadas ajudam a melhorar a auto-estima dos moradores porque deixam os bairros mais bonitos, além de oferecer uma opção de lazer. “O belo sempre motiva”, afirma, para emendar em seguida: “Esse bem que poderia ser o ano da praça ou do verde em Bauru.”
Passe livre
Outra reivindicação apresentada pela vereadora ao prefeito diz respeito à concessão de passe livre no transporte coletivo urbano aos maiores de 60 anos, como prevê o Estatuto do Idoso. Atualmente, em Bauru, só tem esse direito pessoas com 65 anos ou mais, como estabelece a Constituição Federal.
Majô pede ainda que a prefeitura realize debates ou palestras informativas sobre a Lei Rouanet de incentivo à cultura. O objetivo, segundo ela, é esclarecer os empresários da cidade sobre as possibilidades que a lei oferece. A vereadora acredita que muitos deixam de colaborar porque ainda não estão bem informados a respeito do assunto.
“Seria interessante trazer pessoas do Ministério da Cultura para uma palestra. Assim, os empresários poderiam se sentir mais seguros para investir”, acredita. Majô argumenta que são muitas as iniciativas culturais no município, mas poucas são realizadas com êxito por causa da falta de recursos.
“Acreditamos que na Lei Rouanet, com a conscientização de artistas e empresários, pode estar a saída para a obtenção de recursos que possibilitem a realização de projetos culturais que movimentem a cidade”, afirma.
Recentemente, o Ministério da Cultura autorizou a captação de recursos para a realização do Carnaval em Bauru, mas a baixa adesão dos empresários acabou inviabilizando o projeto.