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Luz no fim do túnel


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Ao caminharmos pelas cidades, em virtude do aconselhamento tão propagado de que é um exercício que diminui os riscos de problemas cardíacos e derrames (dentre outros), depara-se com alguns quadros desoladores: indivíduos jogando lixo e espalhando catástrofes pela sua comunidade (aumento de transmissão de doenças, entupimento dos bueiros, propagação de insetos).

Ao observarmos terrenos desocupados em diversas localidades, verificam-se, constantemente, lixo e entulho acumulados, ocasionando proliferação de baratas, ratos, escorpiões, dentre outros elementos nocivos.

Ao andarmos com nossos carros pelas ruas, verificamos um nível excessivo de poluição devido a carros sem manutenção e, também, o completo desrespeito às leis de trânsito, comprovada por excesso de velocidade, descumprimento de regras de cordialidade, dentre outros, conduzindo a acidentes, mudanças climáticas e problemas respiratórios.

Ao assistirmos à televisão, vemos notícias de que 20 toneladas de batata são jogadas fora (por dia!) em virtude do baixo preço de venda, verificamos que suplentes de “governantes”, fingindo exercer uma função inexistente e gastando fortunas dos cofres públicos, encomendam pesquisas sobre o seu “desempenho” e enviam correspondências a eleitores com o dinheiro dos nossos impostos, ficamos chocados com o anúncio de uma redução ridícula de 0,25% na taxa de juros, e ainda recebemos a informação de que, na Bahia, após a instauração do bolsa-maternidade, as mães passaram a ter mais filhos só para receber o benefício. Espantoso, não é?! São apenas algumas notícias veiculadas esta semana!

Pois bem... Vendo todos esses quadros, ainda observamos a posição de vítima adotada por cada um de nós quando, por ações que são reflexos do nosso próprio comportamento, passam a trazer prejuízos para nós mesmos! Afinal, quem joga o lixo nas ruas que posteriormente provoca inundações? Quem joga o lixo nos terrenos, que produz reclamações? Quem elegemos e como resposta tomam atitudes claramente contra a população? E por aí vai...

Por isso, quando analisamos os textos que abordam aspectos da psicologia escritos por Nietzsche, encontraremos uma mensagem onde o filósofo salienta que nunca se deve tomar os que se dizem coitadinhos como coitadinhos, sem alguma explicação plausível.

Tomara que ainda haja uma luz no fim do túnel e que possamos consertar o nosso modo de vida e, principalmente, o modo como vemos as coisas, a fim de produzirmos dias melhores para a sociedade presente e futura. Pense nisso!

O autor, Ricardo Henrique Alves da Silva, é cirurgião-dentista, professor universitário e consultor em saúde

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