Estatísticas e a longa sucessão de dias cinzas confirmam janeiro de 2007 como muito mais chuvoso em relação ao do ano passado. Ainda restam dois dias para o fim do mês e o índice pluviométrico acumulado em Bauru até anteontem já era de 325,9 milímetros. O número, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisas Meteorológicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é 64% superior ao de janeiro de 2006.
Também é maior que a média histórica (dos últimos nove anos) para o mês, de 316 milímetros. Mas a meteorologista Zildene Pedrosa de Oliveira Emílio ressalta que dezembro, janeiro e fevereiro são mesmo meses chuvosos. Em 2005, por exemplo, a situação foi muito pior que neste ano, nos primeiros 30 dias.
Na época, a quantidade de água acumulada foi recorde em relação aos últimos nove anos. Naquela ocasião, em apenas um dia de janeiro, choveu 112.5 milímetros de água. Neste ano, o dia 1 ficou no topo do ranking com 38.4 milímetros de água acumulada. A quantidade é superior à calculada anteontem (36 milímetros), quando a cidade enfrentou vários transtornos por conta da força das águas.
Mas a ocorrência de problemas depende também de outras variáveis. A intensidade da chuva, sua duração, vento e descargas elétricas estão entre elas, acrescenta Zildene. Na noite de anteontem, por exemplo, o Corpo de Bombeiros recebeu pelo menos dez chamadas em decorrência da chuva forte.
Já a Defesa Civil registrou nove ocorrências de pequenas inundações. Não houve, porém, casos de famílias desabrigadas ou desalojadas. De acordo com o coordenador do órgão, Eros Pereira, o caso mais grave foi mesmo a queda da ponte que liga o Núcleo Beija-Flor à Vila Santa Luzia.
A ponte caiu no momento que um carro passava pelo local. Sem o acesso, circulares e motoristas que trafegavam habitualmente pelo trecho terão de rodar, pelo menos, um quilômetro a mais. Segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), as quatro linhas de ônibus que passavam por lá terão de desviar pela avenida Darcy César Improta - sentido Santa Luzia/Beija-Flor.
Depois deverão pegar a avenida Rosa Malandrino Mondelli, seguir pela Primo Vitti e, na seqüência, transitar pela Paulo Fernando de Souza Brandão. Por fim, devem pegar a Antônio Natale Carpi para voltar ao itinerário normal.