São Paulo - São Paulo - A dois dias do fechamento da janela de transferências para o futebol europeu, o volante Mineiro viajou ontem para a Alemanha, deixando claro que não deve permanecer no São Paulo. “Esta semana vai existir a definição sobre a saída definitiva ou a permanência no São Paulo”, disse. Mineiro embarcou em um avião da Lufthansa. Seu destino deve mesmo ser o Nuremberg, da Alemanha.
Para os companheiros, a transferência para o Exterior parece ser inevitável. “Ele está indo para um time que não é grande como o São Paulo, mas vai dar uma situação melhor para a carreira dele”, afirmou o meia Souza. Leia-se dinheiro.
Durante o dia, o diretor de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, já sinalizava que o volante estava de saída. “Ele não atende aos telefonemas de pessoas próximas a ele (o auxiliar Mílton Cruz). Isso não passa uma idéia muito boa”, falou o dirigente. A oferta do São Paulo para segurar o jogador era de quatro anos, salário mensal de R$ 150 mil, e emprego nas categorias de base após parar de jogar.
De acordo com o dirigente, que ficou encarregado de comandar essa pendência com a viagem do presidente Juvenal Juvêncio para a Índia, o São Paulo não pode mais ficar esperando eternamente. “Temos que seguir em frente sem o Mineiro. O nosso planejamento tem que ser feito”, comentou o diretor.
Anteontem, logo após a vitória de 2 a 0 sobre o Rio Claro, Leco disse que tomaria a iniciativa de procurá-lo para tentar resolver o impasse. A empolgação de Leco, entretanto, ruiu após o silêncio que tem cercado Mineiro. Sem atuar há quase dois meses, Mineiro esteve no CT da Barra Funda a cerca de uma semana.
Segundo funcionários, o volante foi apenas fazer uma visita cordial e não realizou nenhum tipo de exame. No entanto, o silêncio do atleta deixou um clima de pessimismo em relação ao seu retorno ao elenco. Sem vínculo desde o dia 31 de dezembro, o jogador tinha como certa a sua transferência para o Exterior.
A transferência, que parecia certa, acabou se tornando em uma novela arrastada tanto para a torcida como para os dirigentes são-paulinos. Para segurar o atleta, o São Paulo ofereceu um contrato de quatro anos, com vencimentos na ordem de R$ 150 mil e ainda um plano de carreira - trabalharia nas catetorias de base após pendurar as chuteiras.
Ao ser questionado se teria um esquema de emergência pronto para deixar Mineiro em forma o mais rápido possível, o técnico Muricy Ramalho disse não ter nada em mente. “O Mineiro vai ter de ser submetido a testes, vamos ver primeiro como ele vai estar. Ele deve estar treinando por conta própria. Mas não dá para falar o que vai fazer sem ter a situação definida”, disse o técnico.