Iacanga - Além de provocar erosões e buracos em ruas já pavimentadas, a chuva contínua deste mês na região inviabiliza o trabalho das prefeituras nos reparos das vias. Enquanto a situação se agrava, moradores do Jardim Estância, em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), e de outros bairros da cidade sofrem com o buracos nas ruas.
A situação mais crítica é a do loteamento conhecido por Jardim Estância de Iacanga, localizado no entroncamento das vicinais que ligam a cidade a Reginópolis, Ibitinga e Bauru. Em época de chuva, a água que escorre pela rodovia desemboca no local, que não tem galerias pluviais e está apenas parcialmente asfaltado.
Moacir Bueno, chefe de gabinete do prefeito Ismael Boiani (PSDB), explica que o local não pode ser asfaltado antes que as galerias sejam instaladas. Ele garante que já existe verba do Estado para a construção das galerias, obra orçada em R$ 195 mil. De acordo com Bueno, parte deste valor, R$ 52 mil, será bancada como contrapartida pela própria prefeitura.
“Não parou de chover. De dezembro para cá chove todos os dias. Não temos condição de colocar asfalto ou materiais para tapar buracos. As estradas estão em petição de miséria. Se colocarmos máquinas para trabalhar, vem a chuva. A lama fica pior e aumenta o risco para o cidadão. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, lamenta Bueno.
Ele lembra que enquanto não terminar o período das chuvas, não será possível iniciar os trabalhos no Jardim Estância. “Nós temos o material, só não estamos tendo condições de fazer porque o tempo não está permitindo. O prefeito mandou comprar asfalto e pedriscos, está tudo licitado”, avisa.
O assessor comenta que o volume de água que desce das rodovias é muito grande e que o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) já foi comunicado sobre o problema. Ele reconhece que várias ruas da cidade estão esburacadas, mas lembra que os reparos dependem da situação climática.
“Buracos nós temos quase que na cidade inteira. Existem lugares onde o asfalto foi feito com qualidade muito ruim e as chuvas fortes, devido às enxurradas, vai arrancando tudo. Temos lugares que estão bastante comprometidos, mas não temos condições de fazer os reparos por causa do tempo”, alega, lembrando que, se aplicado nesta época, o asfalto não tem aderência por causa da água acumulada na terra.
O chefe de gabinete conta que estão previstos no orçamento municipal deste ano cerca de R$ 300 mil para a pavimentação de cinco ruas da cidade. São elas: Antônio Chichim, Monsenhor João Felipe, Cícero Mattar, José Caldas de Souza e avenida Perimetral.
“Nós temos pedido nas emissoras de rádio que o pessoal tenha paciência porque a situação é caso de calamidade. Muitas cidades estão sofrendo com as chuvas”, conclui.