Lençóis Paulista - A Diretoria de Saúde de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) confirmou o primeiro caso de dengue na cidade deste ano. O paciente é uma das três pessoas que apresentaram os sintomas após retornar de viagem.
Dos três casos suspeitos enviados para análise pelo laboratório, um deu positivo, outro negativo e o terceiro ainda está sendo diagnosticado. O paciente com caso confirmado mora no Parque Rondon e apresentou os sintomas da doença após uma viagem a Dracena.
Antes mesmo que o laboratório Adolfo Lutz de Bauru emitisse o resultado, a Vigilância Epidemiológica iniciou os trabalhos de bloqueio nas áreas e regiões em que o paciente passou e realiza busca ativa de novos casos.
Este é o primeiro caso registrado de dengue “importada” (contraída em outro município) neste ano. No ano passado, uma pessoa contraiu a doença em viagem a Praia Grande. No entanto, o último caso autóctone (contraído na própria cidade) foi registrado em 1998.
Conforme divulgou o JC há alguns dias, o índice de Breteau (IB) - que mede a infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti - ficou em 1,22 em dezembro. O número foi considerado baixo pelo diretor de Saúde, Norberto Pompermayer. Ele alega que dezembro é um mês de altas temperaturas e chuvas constantes - ambiente ideal para a proliferação do mosquito. Os índices toleráveis pelo Ministério da Saúde devem ficar abaixo de 1.
Apesar do baixo índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, o registro de casos importados colocou a Diretoria de Saúde em alerta máximo. “A dengue deve ser combatida com ações diárias para evitar a formação de focos do mosquito. No verão, as pessoas viajam bastante, o que aumenta o risco de contrair a dengue e trazer a doença para nossa cidade, Se a população não colaborar, podemos ter uma epidemia”, alerta o diretor.
Pompermayer recomenda às pessoas que vão viajar para o litoral e cidades onde há epidemias de dengue, que estejam atentas aos sintomas e que procurem a unidade de saúde o mais rápido possível. A região com mais problemas de transmissão da doença no Estado, segundo o diretor, é a Baixada Santista.