Brasília - A Polícia Federal indiciou mais seis deputados investigados por suspeita de envolvimento no esquema dos sanguessugas. Os deputados Enivaldo Ribeiro (PP-PB), Gilberto Nascimento (PMDB-SP), Ildeu Araújo (PP-SP), João Batista Ramos (PP-SP), Marcos Abramo (PP-SP) e Lino Rossi (PP-MT) são acusados pela PF de ter praticado os crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva. As penas para tais práticas podem ultrapassar dez anos de prisão. Agora, 22 parlamentares já foram indiciados pela PF.
A apuração dos policiais está fracionada em 118 inquéritos que têm como alvo o suposto envolvimento de prefeitos e parlamentares com o esquema montado pela família Vedoin para manipular a apresentação de emendas, a distribuição e o desvio de recursos públicos destinados à compra de ambulâncias.
Os inquéritos tramitam no Supremo Tribunal Federal, porque os parlamentares e prefeitos têm direito a foro privilegiado. Entre os indiciados está o senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Em novembro do ano passado, ele havia sido absolvido pelo Conselho de Ética do Senado, assim como os senadores Serys Slhessarenko (PT-MS) e Magno Malta (PR-ES).
No caso de Suassuna, o conselho substituiu, por 12 votos a dois, a pena de cassação por uma censura verbal. A medida contou com o apoio do PSDB, PFL, PMDB e PT. Ontem à tarde, a reportagem não conseguiu localizar os deputados Lino Rossi -um funcionário assessor informou que ele estava viajando- e Enivaldo Ribeiro.
Segundo o serviço de informações da Câmara, Marcos Abramo, Ildeu Araújo, Gilberto Nascimento e João Batista Ramos solicitaram que as linhas de seus gabinetes fossem bloqueadas, voltando a operar somente no dia 1 de fevereiro.