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Jovens recusam hortaliças por costume

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Disponibilidade de tempo e cultivo de hábitos são itens que faltam na rotina dos adolescentes, especialmente na alimentação. As constatações foi feitas através de uma pesquisa desenvolvida por alunos de nutrição do Instituto de Biociência (IB) da Unesp, câmpus de Botucatu.

A amostra, coordenada pela professora Luiza Cristina Godim Domingues Dias envolveu 200 estudantes, com idade média de 13 anos, 58% do sexo feminino e 42% do sexo masculino, alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Professor Luiz Tácito Virgínio dos Santos.

Para avaliar o estado nutricional dos participantes da pesquisa foi utilizado o Índice de Massa Corporal (IMC), obtido por meio do peso do pesquisado dividido pela altura ao quadrado. Ao fazer esse cálculo, os pesquisadores fizeram a primeira constatação: 20% dos jovens tinham sobrepeso.

A obesidade é uma doença que, segundo a pesquisadora, atinge 20% dos homens na fase adulta e 17,5% das mulheres. “As famílias não têm o hábito de consumir frutas, verduras e hortaliças. Sem um equilíbrio entre os alimentos, o homem tende a desenvolver a obesidade.”

A falta de tempo para dedicar-se a uma alimentação adequada, na maioria dos casos, faz com que os adolescente dispensem o desjejum matinal. “Observamos que eles deixam de tomar o café da manhã porque acordam em cima da hora de ir para a escola. Atrasados, eles vestem o uniforme e não comem.”

Para detectar o número de refeições feitas pelos adolescentes, os pesquisadores aplicaram um questionário. Através das respostas foi constatado que 92% deles almoçam e 72% jantam, mas só 51% possuem o hábito de realizar o desjejum.

Dentre as refeições mais omitidas está a ceia, uma pequena refeição entre o desjejum matinal e o almoço. “O ideal é que eles realizem de quatro a seis refeições diárias e que contemplem alimentos variados.”

Para a doutora, os dados obtidos na pesquisa mostram a deficiência na alimentação dos adolescentes que participaram do estudo. “A omissão das refeições e rejeições alimentares demonstram práticas inadequadas.”

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