Tribuna do Leitor

Bauru tem cada coisa...


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De vez em quando leio/ouço por aí que a cultura de shows em Bauru deixa a desejar, que estamos em falta disso e daquilo. Fico só ouvindo, meio que sem entender direito. Freqüento shows e eventos culturais nessa cidade há mais de 30 anos e constato que mesmo com todos comentários Bauru continua muito à frente de todas as cidades no seu entorno. Aqui continua acontecendo de tudo um pouco, um verdadeiro cadinho de variedades e não tenho (nunca tive) do que reclamar.

Durante um bom tempo o Sesc foi o grande baluarte nessa área, com shows memoráveis. Paralelamente, ocorriam outros eventos em locais variados e cíclicos. Houve época em que o Sindicato dos Bancários fez alguns na sua sede na rua Araújo Leite, a rapaziada dos Das sempre marca presença nos campi, o Templo nunca deixou a peteca cair, as várias boates do João Cabreira sempre tiveram novidades e a Cervejaria foi ponta de lança em outros tantos shows. Nos últimos tempos, o Teatro e o Automóvel Clube intercalaram apresentações de grande valor. A peteca nunca caiu no chão aqui por Bauru.

Hoje, quando o Sesc passa por uma reciclagem, surge um novo local, o Beef Street, do Alameda, que está marcando posição e dizendo a que veio. Com pouco tempo e com uma programação de peso, o Alameda está hoje com o estandarte nas mãos. Lá assisti Tito Madi, Bocato e agora Jair Rodrigues. Pelo visto verei muitos outros, como continuarei prestigiando outros tantos eventos no Teatro, no Sesc, nos muitos bares e espaços públicos (Tunai acabou de vir no Mezanino, o Adilson Godoy no Teatro e o Quintal do Brás está todo domingo no Muamba). Tem para tudo quanto é gosto e bolso.

O fato é que Bauru se recicla rapidamente, se oxigena com freqüência e o público continua usufruindo coisas maravilhosas. Hoje, enalteço o que o Alameda produz, como já o fiz com tantos outros lugares. É ótimo isso, essa distribuição de ações, com muita coisa acontecendo ao mesmo, um completando o outro. É uma área sempre com muitas novidades e quase nada a reclamar. Somos privilegiados.

Henrique Perazzi de Aquino

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