Com 32 unidades espalhadas em 23 cidades paulistas, a Unesp utilizou recursos próprios para cobrir despesas contratuais, como limpeza de hospital universitário, pagamento de bolsistas, aquisição de material para laboratório de ensino e pesquisa, informa a assessoria de imprensa.
Pela primeira vez desde a obtenção da autonomia universitária, em 1989, o governo estadual paulista reteve, neste ano, recursos destinados às três universidades públicas paulistas. A contenção de verbas feita pelo governo José Serra (PSDB) ocorreu de duas formas. Uma delas foi por meio da suspensão do repasse mensal para as instituições.
Serra determinou o contingenciamento de 15% do custeio. O percentual incide sobre o duodécimo descontado o valor para a folha de pagamento. Como a folha de pagamento das universidades consome 90% do valor, contigenciamento é 15% do valor do custeio. Mas em retenções anteriores, inclusive no do ano passado, as universidades não sofreram com a medida.
A outra retenção ocorreu por meio da diferença que deveria ser repassada referente à arrecadação de dezembro do ICMS. Mensalmente, as três universidades recebem 9,57% da previsão da arrecadação do ICMS. Caso o arrecadado seja maior do que o previsto, o governo paga a diferença no mês seguinte. Em janeiro deste ano, o dinheiro não foi repassado integralmente.
Diante de toda a situação, a Unicamp recebeu R$ 5,5 milhões a menos e teve de cortar compra de materiais e a assinatura de periódicos, por exemplo.