São Paulo - O juiz Paulo Antonio Rossi, da 1.ª Vara Criminal de São Paulo, que decretou a prisão preventiva dos fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Sônia Haddad Moraes Hernandes e Estevam Hernandes Filho, recebeu em novembro dois bilhetes com ameaças. O pedido de prisão foi feito por promotores do Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, que está investigando quem colocou os bilhetes embaixo da porta do banheiro privativo do juiz, no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste de São Paulo).
O Ministério Público fez o pedido em novembro, mas o casal não chegou a ser preso. Ele ficou foragido até conseguir, em dezembro, uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogando o pedido de prisão preventiva. Por conta do habeas corpus, os Hernandes conseguiram embarcar para os Estados Unidos. No entanto, o casal foi detido no último dia 9 em Miami (EUA) por declarar falsamente à alfândega norte-americana que não portavam mais de US$ 10 mil. No entanto, foram encontrados US$ 56 mil com eles.
Após a prisão nos EUA, o juiz da 1.ª Vara Criminal de São Paulo voltou a acatar novo pedido do Ministério Público Estadual e decretou, mais uma vez, a prisão preventiva do casal. No Brasil, Sônia e Estevam são acusados de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas e estelionato. Os crimes envolveriam as doações feitas pelos fiéis e a abertura de “empresas fantasmas”.
O casal ainda se encontra nos EUA, mas em liberdade vigiada, chamada de “fase intensiva”. A bispa e o apóstolo usam um chip no tornozelo para serem monitorados eletronicamente por agentes federais americanos.