Nesse novo ano letivo, a Apae vai oferecer às famílias atendidas diversas novidades. Uma delas será de acompanhamento familiar, com o projeto de terapia comunitária. “Será um momento dedicado aos pais dos usuários, para que eles possam se abrir e trocar experiências”, explica Vânia Grassi, diretora técnica da entidade. Para o atendimento individual, a instituição reformou o bloco de entrada e construiu salas para receber as famílias. A enfermaria e a área de convivência dos funcionários também foram reformuladas.
Como a Apae é muito procurada, todos os anos cerca de 80 portadores de deficiência não conseguem vaga na entidade. Em alguns casos, a espera passa de dois anos. Para não deixar essas famílias sem atendimento, a entidade criou o projeto “Boas Vindas”, que vai acolher as famílias, fazer reuniões periódicas e também auxiliar na busca por vagas em outras entidades.
Outro investimento da Apae em 2007 é nos programas de profissionalização e inserção no mercado de trabalho. De acordo com Grassi, o Ministério da Ciência e Tecnologia aprovou um novo projeto da entidade para a criação de um laboratório de informática profissionalizante. Outra novidade, é a construção de uma lavanderia, que além de tornar a entidade auto-sustentável nesse item, servirá de aprendizagem para os atendidos.
De acordo com a diretora, todos os anos a Apae insere 40 jovens no mercado de trabalho, nas cerca de 20 empresas parceiras da instituição. “Depois que eles começam a trabalhar, ainda mantemos acompanhamento regular do usuário”, conta Grassi.
O projeto “Um olhar especial” atenderá três adolescentes surdos e cegos que também apresentam deficiência mental. “São casos bastante complexos que vão demandar uma atenção bastante especial”, avalia Grassi. E para melhorar o atendimento, a entidade promove capacitação regular de seus 180 funcionários. Os últimos foram o Curso de Integração Sensorial e a Oficina de Aprendizagem.