Gaza - Treze extremistas palestinos já morreram em confrontos entre o Hamas e o Fatah desde que o acordo de cessar-fogo entre as duas facções fracassou, na anontem. Outras 170 pessoas ficaram feridas na violência, segundo fontes palestinas.
Dos 13 mortos, sete morreram ontem, entre eles, Abu Awed Salim, comandante do Serviço Geral de Inteligência, ligado ao Fatah, que atua no norte da faixa de Gaza. Outras seis pessoas morreram anteontem, marcando o fim do frágil cessar-fogo em vigor desde a última terça-feira.
Membros do Hamas atacaram ontem a sede de uma rádio pró-Fatah em Gaza. Ambulâncias foram atingidas na troca de tiros, e homens armados se confrontaram nas ruas.
Cerca de 50 homens da guarda presidencial ligada ao Fatah, partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, cercaram o prédio do ministério do Interior nesta manhã, trocando tiros com membros armados do Hamas.
Ao redor da Cidade de Gaza, integrantes do Hamas lançaram morteiros contra uma base de treinamento do Fatah. As ruas de Gaza ficaram vazias, cercadas por escombros de ataques. Apenas homens das forças de segurança, com granadas de mão e roupas pretas, eram vistos nas ruas.
A onda de violência forçou milhares de moradores a se esconderem em casa para fugir do fogo cruzado.
Ataque a comboio
Os atos de violência começaram anteom em vários lugares da faixa de Gaza, depois que militantes do Hamas atacaram um comboio de três veículos que transportavam materiais para a guarda ligada ao presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
Segundo o Fatah, dois caminhões da comitiva foram confiscados por membros do Hamas. Um pouco antes, o Hamas afirmou que um país árabe não-identificado havia enviado na véspera uma “grande carga” de armas destinadas à guarda presidencial de Abbas.
O Fatah negou ter recebido as armas. “Esta acusação é falsa e só joga mais lenha na fogueira”, declarou o porta-voz Abdelhakim Awad.