Política

PPS e PSDB ensaiam aliança para 2008

Marcelo de Souza
| Tempo de leitura: 2 min

A pouco menos de dois anos da eleição municipal, PPS e PSDB deram o primeiro passo rumo a uma aliança entre as duas legendas partidárias, visando a sucessão do prefeito Tuga Angerami (sem partido). O presidente do PPS, Deoclécio Souza, esteve na reunião do PSDB realizada ontem, no escritório do deputado Pedro Tobias, acompanhado do coronel Antonio Sérgio Marsola e de Rubens de Souza.

Deoclécio afirmou que o PPS de Bauru está seguindo a orientação do diretório estadual, que já está aliado ao PSDB e quer formar alianças nos municípios para as eleições municipais. “O PPS e o PSDB se aproximaram nas eleições do ano passado e estão bem alinhados. Bauru precisa de gente que queira trabalhar para melhorar a cidade, sem interesses políticos e pessoais, por isso estamos aqui”, diz.

Convidado a falar aos militantes tucanos pelo presidente do PSDB, Caio Coube, o coronel Marsola afirmou que o momento atual é propício para que as forças políticas da cidade se unam em torno de um objetivo maior. “Bauru tem jeito. O que falta são as forças políticas se unirem, deixando de lado vaidades e interesses pessoais e políticos”, comentou.

Para o lado tucano, a presença do PPS é mais que normal. O presidente do PSDB de Bauru, Caio Coube, chegou a comentar que o presidente do PPS, Deoclécio Souza, já tinha cadeira cativa nas reuniões tucanas. Para Coube, apesar da eleição municipal estar a quase dois anos, nada impede que haja discussões sobre a sucessão municipal.

Da mesma forma, o deputado Pedro Tobias entende que as conversas são necessárias. “Temos que criar os grupos técnicos, para discutir os problemas de Bauru e apontar soluções. Não adianta apenas criticar, é preciso mostrar o que fazer, dar idéias, para ganhar a eleição e colocar em prática”, afirma.

Outro que comentou sobre a sucessão municipal foi o diretor regional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Carlos Ladeira. Segundo ele, o PSDB deve começar a se unir para que não caia nos erros de eleições passadas. “Queremos ser um somatório de forças, para ter a unidade que o partido precisa para ganhar as eleições”, frisa.

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