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Professora paga jardineiro para cuidar de praça pública nos Altos da Cidade

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

No princípio, a praça era sem forma e havia mato por todo lado. Assim como na criação do mundo, o que era disforme foi transformado em algo que pudesse ser apreciado. Guardadas as devidas proporções, foi mais ou menos o que aconteceu com a praça localizada na quadra 1 da rua Fuas de Mattos Sabino, nos Altos da Cidade.

Por iniciativa do morador José Vital, o terreno abandonado aos poucos foi ganhando mudas de árvores, flores, calçada, bancos. Enfim, foi se transformando em uma praça, com a ajuda da prefeitura.

Durante seis anos, Vital cuidou com todo carinho da sua criação. Ele regava os canteiros de manhã e à tarde, para que o verde não sumisse na época de pouca chuva. Quando a prefeitura deixou de atender seus pedidos de ajuda, o morador passou a contar com o auxílio de vizinhos.

Depois dele, outros moradores passaram a cuidar da praça. Hoje, ela está sob a responsabilidade da professora aposentada Miriam Furquim Badim Machado. Grande admiradora do trabalho feito por Vital, ela não quer deixar que a praça fique esquecida e abandonada.

Por esse motivo, paga do próprio bolso para que um jardineiro cuide do lugar, como se fosse a extensão de sua própria casa. Recentemente, ela comprou dois caminhões de terra para recompor o que a chuva levou embora. Agora, cabe a ela o trabalho de molhar as plantas. Quando não pode, pede para a empregada fazer o serviço.

No Residencial Manoel Lopes, na Vila Giunta, o síndico, Marcos Vilela, cansou de ver os buracos se multiplicando na frente do condomínio e decidiu, por conta própria, resolver o problema. “Se nada fosse feito, os buracos iam crescer e deixar o trânsito perigoso”, alega.

Para evitar prejuízo aos moradores que têm veículos e até mesmo a possibilidade de acidentes por causa do zigue-zague para desviar das crateras, o síndico aproveitou o material que estava usando em obras dentro do condomínio e tampou os buracos com cimento. Além disso, mandou pintar as sarjetas e plantou cerca de 30 árvores ao redor do residencial. “São benfeitorias que dão mais qualidade de vida não só para os moradores do condomínio, mas também para todo o bairro”, justifica ele.

Vilela reconhece que a obrigação de manter a rua em boas condições de tráfego é da prefeitura, mas esperar por uma atitude do poder público nem sempre pode ser a melhor alternativa.

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