Com calor que chegou a 31,4 graus ontem, moradores de cinco bairros da zona norte de Bauru ficaram sem água porque a bomba do poço que abastece a região queimou na madrugada de domingo. A troca da peça, a quase 180 metros de profundidade, começou às 6h de ontem e só terminou por volta das 17h30. Porém, hoje moradores do Núcleo Bauru 2000, Núcleo Nova Bauru, Quinta da Bela Olinda, Pousada da Esperança 2 e Vila São Paulo ainda têm de economizar água.
A orientação é do Departamento de Água e Esgoto (DAE). “Como o reservatório estava vazio, vai demorar para encher”, explica José Brazoloto, diretor de produção do DAE. Para substituir a bomba, a autarquia precisou contratar um guindaste de 30 toneladas para içar as barras de ferro que prendem a peça a 179 metros do solo dentro do poço que tem 520 metros de profundidade.
A vida útil da bomba é de cerca de dois anos, mas com a época de chuvas pode queimar antes devido à incidência de raios, afirma Brazoloto. “Nesta época queima mais. No último dia 29 um raio queimou a chave que comanda a potência da bomba. Agora queimou a bomba”, frisa. A peça custa entre R$ 40 mil e R$ 50 mil.
Para minimizar o problema, no domingo e ontem o DAE redirecionou parte da água produzida pelo poço Beija-Flor para os bairros atendidos pelo poço cuja bomba estava queimada. Também distribuiu água com caminhão-pipa à população. “É tão difícil ficar sem água. Estamos sem poder cozinhar, dar descarga, tomar banho e lavar a louça” lamenta Josefa Maffei, 76 anos, moradora do Núcleo Nova Bauru.
O garçom João Maffei ressalta que é difícil armazenar a água distribuída pelo caminhão-pipa. “Não há muitas vasilhas e colocar a água na caixa d´água é complicado demais”, diz. Uma moradora do Bauru 2000, que pediu para que sua identidade fosse preservada, afirmou que a falta de água no bairro não se restringe ao problema com a bomba. Segundo ela, residente no bairro há sete anos, a vazão é pouca e em dias alternados falta água, mesmo nos períodos de chuva.