Os moradores das quadras 3 da rua Professor José Ranieri e 12 da rua Batista de Carvalho, na área central de Bauru, enfrentam problemas parecidos: nas duas localidades existem terrenos baldios com mato alto que tornam-se criadouros de animais peçonhentos e possíveis focos de dengue.
A cobrança dos moradores é para que a prefeitura notifique os donos dos terrenos e eles sejam, enfim, limpos. Maria Oliveira Cecci, moradora da José Ranieri, conta que o problema é antigo. “Antes um de nossos vizinhos mandava limpar, mas o terreno não era dele. Agora, o lote está imundo. Um morador da rua até foi picado por uma aranha há uns 15 dias”, diz.
O aposentado picado pela aranha, Anésio Marcelino de Oliveira, relata que o terreno baldio está abandonado há cerca de dez anos. “Ali tem lixo, ratos, cobras, aranhas e, agora, prostitutas e drogados. Todos os dias vêm pessoas aqui e usam o terreno para se drogar ou fazer sexo. Não temos sossego”, desabafa.
No terreno havia uma casa desabitada, mas há oito anos a construção desmoronou e, desde então, o terreno está abandonado. Oliveira procurou a prefeitura cobrando fiscalização por várias vezes, mas diz que não adiantou. “A prefeitura não notifica os proprietários, não fiscaliza”, critica
O caso da rua Batista de Carvalho, uma das ruas mais conhecidas da cidade, é parecido. Há uma construção parcialmente demolida na quadra 12. Além dos restos da construção, há lixo e os moradores contam que as ruínas são usadas por pessoas para se drogarem e fazerem sexo. Um dos moradores, que pediu para ter seu nome preservado, conta que chegou a matar uma cobra na casa de uma vizinha há alguns meses. Segundo o morador, a vizinha a quem ajudou teme pela saúde de seu irmão, que é doente.
A Secretaria de Planejamento (Seplan) informou, em nota, que os proprietários foram notificados a limpar os terrenos, mas não precisou qual o prazo para que o serviço seja executado. Quanto à utilização dos terrenos para consumo de drogas e prática de sexo, a Seplan informa que os casos devem ser encaminhados à Polícia Militar (PM). As denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 à PM, que envia uma viatura ao local, informa a Base Centro da PM.