Iacanga - A Lei batizada de Maria da Penha, que permite a prisão em flagrante de homens que agridem as mulheres, está sendo bastante aplicada na cidade de Iacanga (50 quilômetros de Bauru).
A revolta é grande por parte dos homens, que não aceitam ser presos pelo fato de aplicar um“corretivo” na mulher. Desde o começo do ano, três pessoas já foram presas, duas delas no último final de semana.
Na noite de domingo, por volta das 22h, um pedreiro de 35 anos (o nome foi preservado pela polícia) foi preso em flagrante, depois de aplicar um “corretivo” em sua amásia, de 17 anos (nome preservado em função do Estatuto da Criança e do Adolescente).
O caso, de acordo com a Polícia Civil, aconteceu no Jardim das Flores. O pedreiro, que mantém um relacionamento amoroso com uma jovem de 17 anos, desentendeu-se com ela, porque a vítima não queria mais se relacionar com ele. O casal tem um filho de 1 ano.
Furioso e embriagado, o pedreiro bateu na mulher e, em seguida, munido de uma faca partiu para cima dela, mas não conseguiu atingi-la. A polícia foi acionada e o acusado foi preso.
Uma hora depois foi a vez de um mecânico de 40 anos ser preso. Ele se desentendeu com a esposa, da mesma idade. Os dois estariam embriagados e partiram para as agressões na residência onde moram na área central da cidade.
Pelo porte físico, ele levou a “melhor” e aplicou severa surra na mulher. A polícia foi acionada e ele foi preso em flagrante.
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Maria da Penha
A Lei da Violência Doméstica e Familiar pune com mais rigor a violência doméstica contra a mulher. O nome da lei, “Maria da Penha”, é uma homenagem a uma militante dos direitos da mulheres.
Maria da Penha Maia foi agredida pelo marido por seis anos e esperou 19 anos a sua condenação. Um dos pontos da nova lei é a instituição de abrigos para as mulheres que sofrem agressão e para seus filhos.
Da Redação