O desempenho de Bauru no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2006 foi superior à média do Estado e do País. Incluindo escolas públicas e privadas, o município obteve 44,662 pontos. O número é apenas 1,19 superior à média paulista e 2,1 maior que a nacional. Ainda assim é mais alta.
O Enem verifica o conhecimento adquirido pelos alunos que estão concluindo ou que já terminaram o ensino médio. Também pode ajudar os estudantes no resultado de processos seletivos, além de ser exigência para a disputa por bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Paulo Henrique Ferreira, por exemplo, garantiu uma bolsa para cursar matemática numa universidade particular da cidade por ter obtido bom desempenho na prova. Sua média geral foi de 69,12. A nota deve lhe ajudar a entrar na Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde ficou em quarto na lista de espera.
“Poderia ter ficado mais distante (sem a pontuação do Enem)”, comenta o aluno, que estudou no Colégio Técnico Industrial (CTI) Professor Issac Portal Roldan, mantido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). A média da instituição no exame de 2006 foi de 60,65. No referente a 2005 foi 66,63.
“Não fazemos um trabalho específico para o Enem. O resultado é natural. Não existe uma tendência de queda (até porque as médias são próximas entre os dois anos). A qualidade de ensino é a mesma. Estamos sempre tentando melhorar. O Enem é conseqüência. O que é importante é manter essa média boa”, diz o diretor do CTI, Carlos Augusto Magalhães. De acordo com ele, os resultados dependem muito da época e da prova.
Privadas
No ano passado, o CTI foi o colégio melhor pontuado de Bauru. Neste ano, caiu para a segunda colocação, atrás apenas de uma instituição particular. “As escolas (privadas) de Bauru são as melhores do Interior”, comenta Gerson Trevisani, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp).
Ele ressalta que a média entre as privadas (de 52,635) poderia ser melhor, não fosse a inclusão dos cursos noturnos e profissionalizantes no cálculo geral. A reportagem tentou contato com a dirigente regional de ensino de Bauru, Vera Nilce Jarussi Gomes de Sá, mas ela estava viajando e só se posicionaria sobre o assunto hoje.