Polícia

Tentativa de suicídio pára viaduto

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Ameaçando pular do viaduto da avenida Duque de Caxias sobre a rodovia Marechal Rondon, um homem provocou um grande tumulto na região ontem à noite. Dezenas de policiais e bombeiros foram mobilizados e pelo menos dez viaturas da Polícia Militar (PM), Civil. Policiamento Rodoviário e Bombeiros ficaram no local por quase uma hora para controlar a situação inusitada que parou parte da avenida e da rodovia.

O homem, identificado pelos policiais pelo nome de Leandro, teria subido na grade do viaduto com a intenção de se jogar na rodovia – uma distância de cerca de 10 metros – muito movimentada como sempre, por volta das 21h. Alertados por sua irmã, que também se dirigiu ao local, os policiais foram chegando e iniciaram um diálogo com Leandro para acalmá-lo. Segundo os policiais que chegaram primeiro ao local, o homem aparentava estar embriagado ou sob o efeito de algum medicamento. “Ele não estava em um estado que se possa considerar normal”, disse um policial. Ninguém sabia a razão da tentativa de suicídio. Rumores apontavam para uma possível desilusão amorosa.

A aproximação dos pedestres foi inevitável e logo o viaduto e suas laterais estavam lotados de curiosos, o que fez a polícia isolar o local, diminuindo o fluxo do trânsito. Enquanto a irmã, que se chamaria-se Adriana, e os policiais tentavam convencer Leandro a não pular, o Policiamento Rodoviário estacionou um caminhão embaixo do viaduto, interrompendo o trânsito de parte da rodovia, e reduzindo o distância no caso de uma eventual queda.

A medida não conteve o intuito suicida de Leandro. Descontrolado, ele fazia movimentos bruscos com os braços, assustando os presentes e – inexplicavelmente – levando ao delírio um grupo de pessoas que, por incrível que pareça, a distância, gritava xingamentos e torcia para que ele se jogasse.

Foram cerca de 55 minutos de tensão até que os policiais, aproveitando um momento de distração de Leandro, que segurava um telefone celular dado pela irmã, fosse agarrado e trazido para um lugar seguro no viaduto. O policial civil Marcos Caiado, do Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), foi quem o segurou inicialmente, sendo ajudado por policiais militares em seguida. “Foi demais!”, disse Caiado, que nunca havia participado de uma ação similar e mostrava satisfação no final do drama. Segundo ele, que ficou o tempo todo perto de Leandro, disfarçando a intenção de chegar perto, sua movimentação foi instintiva.

Acompanhado da irmã, Leandro foi levado rapidamente ao Pronto-Socorro Municipal (PSM) por uma viatura do Resgate do Corpo de Bombeiros. Até o fechamento desta edição não havia informações sobre o seu estado de saúde ou sobre qual o motivo que o teria levado a tentar tirar – felizmente, sem sucesso – a própria vida.

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