Polícia

Rapidez da PM salva criança que ingeriu veneno

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Sorte, destino ou talvez um ou mais anjos da guarda de plantão. Pequenas coincidências aliadas à eficiência da Polícia Militar (PM) salvaram a vida de um menino de 3 anos, que ontem à noite ingeriu uma dose de um medicamento de uso veterinário que ele encontrou na rua enquanto brincava.

Segundo a mãe da criança, que pediu para ter a identidade preservada, o menino estava num local próximo à sua casa, na rua Antônio Fortunato, no bairro Pousada da Esperança, quando chegou se sentindo mal. Segundo ela, o menino contou que havia tomado um pouco do líquido que “estava num vidrinho”. Percebendo a intoxicação ao ver o recipiente, a mãe lhe deu leite e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando dava banho na criança ela começou a piorar.

A mãe foi então para a calçada com o filho quase desmaiado nos braços esperar o socorro, que não vinha. Um motoqueiro, que passava no local e viu o desespero da mulher, foi atrás de ajuda e encontrou, não muito longe dali, uma viatura da PM que escoltava um ônibus. “Quando soubemos que era uma ocorrência que envolvia criança fomos imediatamente”, contou o soldado Fernando Sérgio Crivellaro, que estava com a soldado Keila Patrícia do Carmo. “Foi Deus que colocou os policiais no meu caminho”, dizia, ainda muito abalada, a mãe da criança no Pronto-Socorro Municipal (PSM). “Se eu dependesse do Samu, como ia ser?”, questionava. No Samu, a informação era de que nenhuma das três viaturas estavam disponíveis na hora do chamado, por volta das 19h30, e, quando uma delas foi ao local, a PM já havia socorrido a vítima.

Os policiais pegaram a criança e a mãe e, em menos de 7 minutos estavam no PSM. “Não paramos em nenhum cruzamento porque as viaturas foram abrindo caminho”, contou Crivellaro.

A ação da PM foi fundamental. Segundo a médica Maria Luiza Cury, que atendeu o menino, ele mostrou bastante sensibilidade ao componente do medicamento, um carrapaticida chamado Amipur, e poderia correr risco de morte se demorasse a ser atendido. “Ele tinha um quadro de hipotensão (pressão baixa), com freqüências cardíaca e respiratória baixas quando chegou”, disse. A criança foi submetida a uma lavagem estomacal e tinha o quadro estável após ser medicada, mas passaria a noite internada em observação.

O susto abalou os pais do menino. A mãe alternava momentos de alívio com choros de estresse e o pai, que sofre de pressão baixa, chegou a desmaiar no PSM após ver o filho. Após ter se certificado que a criança não corria mais risco de morte, a soldado Keila, ainda trêmula, comemorava. “Salvar uma criança é tudo!”, disse.

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