Lendo esta coluna, deparei-me com uma matéria na qual moradores dos bairros de nossa cidade se mobilizaram para recuperar ruas, capinar terrenos e etc. Achei muito boa a iniciativa dos munícipes, porém, há um efeito colateral nessa ação. Se cada questão referente aos problemas urbanos for resolvida pelos próprios cidadãos, pergunto: pra que serve a Prefeitura? Pra que servem as Leis? Por que pagar os impostos? Pra que elegermos cargos públicos? Tenha dó!!! Não sou contra os moradores, que desesperadamente, e numa atitude de protesto, tentam resolver os problemas porque não agüentam mais a inércia do “poder” público. Ou devo dizer: “Não-poder” público? Sobre os problemas do meu bairro (Núcleo Octávio Rasi), já reclamei dos buracos nas ruas e só vi reparos nas vias em que passam os ônibus e nas ruas dos distritos industriais das proximidades. Já protestei contra o mato alto na praça principal do núcleo e acho que teremos que comprar armadilhas pra urso e botas contra picadas de cobras, porque também vejo de forma desanimada que minha reclamação vai se tornar mais um grito vazio, pois além de protestar solitariamente, não creio que as pessoas responsáveis pelos tais serviços tenham o desejo de solucioná-los, pois caso contrário não seriam necessárias tantas cartas e tantas reportagens sobre a situação de nossa cidade. Lamento profundamente.
Ubiratan Cássio Sanches