• Sina cansativa
O governo Tuga Angerami (sem partido) segue a sina de se livrar de um incêndio e já ter de correr para apagar outro. Depois da crise do lixo, cuja terceirização foi abortada após amplo questionamento e reação da opinião pública, a administração viu o levantamento de contas irregulares na Sear levar à primeira Comissão de Inquérito da atual gestão. Agora, restam questões a serem checadas no transporte escolar e há possibilidade de outra CEI.
• Falta de alerta
Assinar planilhas mensais de serviços prestados sem ter instrumentos que atestem os números apontados é um risco sem explicação. Somente agora, dois anos depois, é que o governo se deu conta de que não basta se esforçar em ampliar os mecanismo de controle. É necessário aplicar o mínimo de rigor na hora de pagar por serviços. Será que nenhum assessor ou secretário alertou o prefeito?
• Preocupação
A onda de questionamentos em direção à gestão operacional e administrativa no setor de Educação gera preocupações evidentes dentro do governo e até o chefe de Gabinete, Paulo Canalli, não esconde que o que foi tratado e firmado lá atrás pode, agora, trazer mais do que riscos.
• Às lágrimas
Tuga Angerami mostrou-se abalado emocionalmente com os últimos acontecimentos e deixou o auditório do terceiro andar do Palácio das Cerejeiras ontem, onde concedeu entrevista à imprensa, em lágrimas. Segundo a assessoria, Tuga se emocionou porque considera que seus esforços para ampliar os mecanismos de controle internos não estão sendo fortes o suficiente para que ele tenha paz para trabalhar nem reconhecidos.
• Se protegendo
Por falar em poder, decisões e gestão, o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Madureira (PP), tratou de providenciar um vaso, instalado estrategicamente no canto da entrada de seu gabinete, com arruda, folhas de bálsamo e pimenta malagueta. Ele garante que com essa combinação não há mau olhado que prospere dentro de seu gabinete.
• Reação petebista
O presidente da comissão provisória do PTB em Bauru, Ricardo Oliveira, reagiu à presença do presidente do DAE em São Paulo, onde Clemente Rezende teria mantido conversas com líderes da legenda, como o deputado Campos Machado, visando sondar a legenda para a eleição de 2008. Para Oliveira, Clemente deveria se preocupar em cuidar dos problemas de abastecimento e na rede de esgoto, pois a eleição está longe.
• Salvador ataca
Mas ao conversar sobre o assunto ontem, na Câmara Municipal, Ricardo Oliveira ouviu do vereador Salvador Afonso (PDT) um comentário seco e direto: “Pior foi você que foi até o Izzo para sondar ele sobre a eleição; agora agüente o Clemente fazer o mesmo na sua casa”.
• Dúvida cruel
O vereador tucano Marcelo Borges come, bebe e respira política por tanto tempo que o esforço da oposição pela instalação da CEI da Educação pela Câmara o deixou dividido. Não pelo pedido, já que Borges é oposicionista, mas é que ele já teve de alterar a agenda de uma viagem em família do final do ano passado para a próxima semana. E agora pensou em adiar novamente. Mas a prioridade pela família falou mais alto.