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Oportunidade pode surgir após 1ª chamada

Folhapress
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O nome de Gabriela de Oliveira Gil, 20 anos, era o último da lista de espera para o curso de artes visuais do vestibular de 2006 da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Achei que não teria chance, mas confirmei o interesse pela vaga assim mesmo.’’ Na data certa, ela foi até a universidade para o caso de haver vaga. “Até me assustei quando me chamaram. Fiz a matrícula e já levei o trote’’, conta.

Assim como Gabriela, pelo menos um terço dos nomes que estão na lista de espera das universidades públicas paulistas é convocado para a matrícula. Portanto, se o seu nome consta da lista de espera e não da relação de aprovados, não perca a esperança.

No ano passado, entre os 6.136 matriculados da Unesp, por exemplo, 2.701 eram estudantes da lista de espera. Até nos cursos concorridos, como medicina em Botucatu, em que a relação candidato/vaga foi de 110,8, para preencher as 90 vagas foi preciso chamar o 311º colocado da lista de espera.

“Os candidatos mais bem preparados não fazem apenas um vestibular. Então, sempre desistem de alguma vaga. Por isso os estudantes devem ficar confiantes porque a lista de espera é bem aproveitada’’, afirma Benedito Antunes, diretor-presidente da fundação Vunesp (que faz os vestibulares da Unesp, Unifesp e UFSCar, entre outras instituições).

Na Unicamp, um terço das vagas também é preenchido da segunda chamada em diante, explica Renato Pedrosa, coordenador-adjunto da Comvest (comissão que organiza o vestibular da Unicamp). “Tem curso que chega a 40%’’, diz.

Na Unicamp, não é divulgada lista de espera, os candidatos são chamados pela classificação. “É muito importante ficar atento às datas em que ocorrem as chamadas’’, recomenda Pedrosa.

A Fuvest fará quatro chamadas neste ano. As duas primeiras são feitas com todos os classificados na segunda fase. A partir da terceira, só vão concorrer os que manifestarem interesse por vagas remanescentes nos dias 12 e 13 de março.

Quem disputa uma vaga em instituição privada também deve ficar atento, já que muitos alunos desistem após serem aprovados nas públicas. A estudante Janaina Cristina da Silva, 20 anos, acabou não ficando na lista de espera da faculdade que pretendia cursar. Agora, pensa em prestar vestibular no meio do ano. “Sempre quis veterinária, mas estou cogitando zootecnia.’’ Determinada, ela conta que “passar no vestibular virou uma questão de orgulho’’. “O vestibular não é tudo, mas é uma porta para a vida’’, afirma.

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