Quem nunca reparou na diversidade dos peixes? Cada espécie é diferente da outra, podendo ser mais bonita, exótica ou até mais agressiva. Porém, todos eles precisam receber cuidados do criador, que tem de ser, antes de mais nada, um observador. Como suas cores e formas, esses animais possuem comportamento variados. Uns passam o dia todo parado e só saem à noite. Também têm aqueles que precisam de menos oxigênio que outros. Sendo assim, antes de sair comprando qualquer peixe para colocar no aquário, o ideal é buscar informação, pois os peixinhos merecem uma casinha limpinha, bonita e confortável para eles viverem.
A técnica de se criar peixes, plantas e outros organismos aquáticos, geralmente em caixas de vidro, acrílico ou plástico, é chamada de aquarismo ou aquariofilia. O hobby pode ter finalidade decorativa ou de estudo.
Segundo Flávio Wanderley, do site www.aquarismo.org, o aquarismo para muitos é um hobby, mas, já para outros, serve como uma terapia. Qual seja o objetivo, o hobby surgiu há muitos séculos, quando os homens pescavam nos rios e mares para alimentar suas famílias ou comunidades. Eles tinham que saber quais espécies eram melhores ou piores, quais podiam ou não ser consumidas, quais eram ou não venenosas, e os guardavam em caixas.
Atraente, o hobby permaneceu e hoje encanta crianças como o bauruense José Vitor Júnior, 9 anos, que cria em aquário um peixe da espécie betta, chamado de Foguinho. É ele quem alimenta o peixe, mas a responsável por comprar a ração é sua mãe, Zenaide. O aquário fica na cozinha da casa de Júnior, que diz querer comprar uma fêmea para dois “terem filhos”. Caso o Foguinho morra um dia, Junior fala que vai ficar triste, mas que irá pegar outro para cuidar.
Já Victor Eduardo Bombini, 7 anos, quando perdeu um dos peixinhos do aquário da sua casa, fez o enterro dele no jardim. Ele tem espécies como o paulistinha, plati e mato-grosso, mas o destaque fica para um cascudo chamado de Gordo, que come a sujeira do aquário, servindo de faxineiro. Só que, segundo Cínthia, mãe de Victor, o Gordo é um peixe faxineiro bagunceiro, porque sai nadando e bagunçando todos os enfeites do aquário.
Apesar da pouca idade, João Pedro Pavani Custódio, 5 anos, diz gostar do olhar o aquário de sua casa, que tem quatro peixes. Quando um dos peixinhos morrer, João Pedro diz que vai enterrá-lo no cemitério. O seu preferido é um Douradinho, mas na hora de dar comida aos peixinhos, a tarefa é da mãe, Dalcimari. Só que, segundo Cínthia, mãe de Victor, o Gordo é um peixe faxineiro bagunceiro, porque sai nadando e bagunçando todos os enfeites do aquário.
Apesar da pouca idade, João Pedro Pavani Custódio, 5 anos, diz gostar do olhar o aquário de sua casa, que tem quatro peixes. Quando um dos peixinhos morrer, João Pedro diz que vai enterrá-lo no cemitério. O seu preferido é um “douradinho”, mas na hora de dar comida aos peixinhos, a tarefa é da mãe, Dalcimari.
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Peixe morde?
Peixes são animais vertebrados, aquáticos, que possuem nadadeiras e brânquias que servem para eles respirarem o oxigênio da água. Eles vivem na água e nela realizam todas suas funções, tais como reprodução, alimentação, respiração, etc. São muito diversificados, pois suas formas e seus comportamentos estão relacionados ao modo de vida aquática que levam.
A maioria das espécies de peixes tem dentes e morde coisas como alimentos, plantas e até mesmo as caudas de outros peixes. Segundo Flávio Wanderley, do site www.aquarismo.org, as melhores opões para uma criança começar esse hobby são os aquários com kinguio, conhecido também como peixe japonês ou dourado. Outras opções são aquários com um peixe betta e aquários com espada, molinésias e platis.
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Curiosidade
Quem não se lembra do peixinho simpático do filme “Procurando Nemo”. Pois ele chama-se peixe-palhaço. É encantador, desajeitado e o colorido de seu corpo chama atenção. Seu habitat natural são as águas salgadas dos mares tropicais e subtropicais, principalmente os recifes de corais do Indo-Pacífico, mas podem ser encontrados em menor quantidade no mar do Caribe e no Mar Vermelho.
Esses simpáticos peixinhos medem cerca de 5 centímetros e pesam, no máximo,150 gramas, além de possuírem a capacidade de alternar seu sexo. Isso ocorre quando há necessidade dessa mudança, ou seja, eles nascem machos e, de acordo com a natureza de cada um, transformam-se em fêmeas.
Se acontecer de nenhum dos peixes ser fêmea, para que se reproduzam, um macho, geralmente o maior, muda de sexo para dar continuidade à espécie.
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Como escolher seu peixinho
O biólogo Marcos Vinícius de Almeida explica que existem dois tipos de aquários: o de água doce e os de água salgada “marinhos”. Os mais indicados para as crianças são aqueles em que é dispensável o uso de compressores de ar e sistemas de filtragem, como os aquários de mesa, que pode ter um único peixe conhecido como “betta splendes”, popularmente chamado de peixe betta ou peixe de briga.
Já Flávio Wanderley, do site www.aquarismo.org, aconselha um aquário comunitário de água doce, que se possa colocar mais de um tipo de peixe, desde que eles sejam “amigos”.