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Morador enumera buracos em protesto

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Não é novidade. A camada asfáltica das ruas de Bauru está precária. Com as chuvas constantes desde o início do ano, a situação parece piorar a cada dia. É praticamente impossível transitar em vias da cidade sem passar por nenhum buraco. A população não se acanha e protesta, sem violência e com bom humor, contra a situação das vias da cidade.

A quadra 6 da rua Uruguai, no Jardim Terra Branca, amanheceu “decorada”, ontem. Moradores confeccionaram placas e numeraram todos os buracos da quadra. Como ao todo são 12 defeitos na pista, a população resolveu no último deles, escrever “12 é Tuga” –uma alusão ao número utilizado pelo prefeito Tuga Angerami (hoje sem partido) durante a campanha eleitoral à prefeitura, em 2004.

Segundo Roseli Mendes de Toledo Kato, moradora da quadra 6 da rua Uruguai há 6 anos, a situação é a mesma há algum tempo. “Quando chove é sempre a mesma coisa. Desce uma enxurrada muito forte e depois que ela passa, podemos observar que os buracos aumentam”, conta.

Roseli conta que toda a extensão da rua onde mora está danificada. “Tem um buraco grande logo na quadra 1. Quanto mais a pessoa anda por ela, mais eles aumentam”, revela.

De acordo com a moradora, a via é bastante movimentada e diversos motoristas são pegos de surpresa. “Muitas vezes eles passam rápido, e faz bastante barulho, principalmente à noite. Muito carro já deve ter quebrado por causa dos buracos”, acredita.

Outro morador da rua, que preferiu não revelar seu nome, confirma que a situação é precária há tempos e que a situação se agravou a partir de janeiro. “Tem lugar que os carros não conseguem mais passar direito”, conta. “Como estamos no Brasil, isso chega a ser até normal”, desabafa.

Asfalto cede

Por volta das 14h10 de ontem, o asfalto da quadra 3 da rua Manoel Victorino Rello de Araújo, no Núcleo Beija-Flor, cedeu e um automóvel que passava pelo local caiu num buraco de cerca de dois metros de diâmetro por dois metros de profundidade.

Aparecida Teixeira conta que trafegava pela via, na companhia de seus dois filhos, quando ouviu um barulho e o carro parou. “Sentimos que afundamos. Depois vimos os pedestres gritarem e saímos rapidamente”, revela. “O susto foi grande, tive até que tomar um copo de água com açúcar”, conta Mariana, uma das filhas de Aparecida.

Segundo Rubens Sebatião Beltrame, morador de uma rua paralela, um pequeno buraco se abriu pouco tempo antes da mulher passar pelo local. “Um ônibus passou e a terra cedeu levemente. Depois ela passou e abriu esse buraco grande”, afirma.

Em meio a frases de protesto da população que se aglomerou no local, sete homens se juntaram para retirar o veículo do buraco. Quando o carro foi levanto, era possível ver água corrente no fundo da erosão.

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