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Em defesa do Aeroclube


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Faz parte da vida dos bauruenses contemplar o céu repleto de planadores, principalmente nos finais de semana de tempo firme. Como sempre morei perto do Aeroclube, convivo ainda com o barulhinho bom dos rebocadores subindo e descendo e a movimentação descontraída daqueles que freqüentam o lugar, bicicleteiros, crianças, caminhantes em busca de água de côco e um lindo pôr-do-sol...Não imagino os Altos da Cidade sem o Aeroclube e todo o seu conjunto arquitetônico! Me sinto no dever de defender sua permanência no local.

Vários de nossos símbolos foram destruídos ou abandonados em nome do progresso e, na verdade, é a história da nossa cidade que sai perdendo. Os bauruenses desta nova geração não conheceram a Estação Ferroviária, nem o BAC do Pelé, nem a plataforma da piscina olímpica do BTC, nem a Casa da Eny. Vimos a Escola Guedes de Azevedo ser transformada num imenso buraco e os jacarés da Praça Rui Barbosa substituídos por desocupados e marginais. Algumas atitudes isoladas resultaram sucesso e devem servir de exemplo, como a revitalização do Ginásio da Panela de Pressão e do Automóvel Clube; não fosse o gesto de cidadania da educadora Marília Guedes de Azevedo e seus alunos, aquela belíssima árvore da Avenida Getúlio Vargas também teria ficado apenas em nossas lembranças... É claro que a cidade precisa do novo, mas não no lugar do antigo! Ainda são muitos os vazios urbanos que podem abrigar empreendimentos imobiliários. Não podemos abrir mão do charme retrô do Aeroclube!

A autora, Denise Berriel Joaquim Taveira, é colaboradora de Opinião

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