Além da repercussão sobre o caso do transporte escolar, a sessão de ontem da Câmara Municipal também foi marcada pelo adiamento da votação dos dois principais projetos da pauta: o que criava a Controladoria Geral do Município e o que tratava de adicional de saúde aos médicos integrantes do quadro de servidores da Prefeitura de Bauru. Ambos foram adiados pelo mesmo motivo. Os relatores das comissões permanentes do Legislativo solicitaram prazo regimental para exararem seus pareceres.
A Controladoria Geral foi uma medida anunciada pelo prefeito Tuga Angerami (sem partido) para ser implantada logo no início de seu governo. Entretanto, passados mais de dois anos de sua administração, a proposta estava engavetada.
A Controladoria Geral será uma estrutura que terá a finalidade de auditar permanentemente todos os órgãos da administração, desde o gabinete do prefeito até, por exemplo, a coleta de lixo e o sistema de saúde. Na época em que anunciou a intenção de criá-la, Angerami enfatizou que sua montagem poderia provocar remanejamentos de cargos na Corregedoria Geral da Prefeitura, que não seria extinta mas funcionaria como um braço da Controladoria ao apurar e apontar responsabilidades.
Além das proposituras adiadas, também deu entrada na sessão ordinária de ontem um projeto de autoria do vereador Antonio Carlos Garms (PSDB) que permite a participação dos suplentes dos vereadores nas comissões permanentes da Casa de Leis, o que é proibido pelo atual Regimento Interno do Legislativo. Pela proposta, o ingresso de um suplente em uma comissão só será permitida no caso do parlamentar for permanecer por tempo indeterminado na Câmara Municipal. Caso ele seja empossado por tempo determinado, sua participação continuará vedada.