O vigilante José Barbosa, 56 anos, foi encontrado morto ontem à noite no corredor dos fundos de sua residência, na rua Edson Pereira Leite, no Parque Jaraguá. Segundo informações do Plantão Policial, Barbosa pode ter sofrido uma queda acidental, mas a causa da morte ainda seria apurada.
O corpo do vigilante foi visto por sua esposa, Dirce de Souza, por volta das 18h. Ela acionou o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) que, ao chegar no local, constatou a morte de Barbosa, que estaria sozinho em casa. A Polícia Militar (PM) foi então chamada para apurar a ocorrência. Segundo dados do Centro de Operações da PM (Copom), o corpo do vigilante não tinha lesões além das provocadas pela suposta queda.
De acordo com o Plantão Policial, a casa do vigilante possui um desnível de cerca de um metro nos fundos e teria sido neste local que ele teria caído, ferindo-se mortalmente.
Crânio
Os policiais da Base Sudeste da PM atenderam um chamado inusitado no final da tarde de ontem: pelo celular, um garoto avisou que havia um crânio na rodovia Marechal Rondon, embaixo do viaduto da avenida Rodrigues Alves. O estudante Luan Henrique Ártico Moreira de Souza, 15 anos, havia visto a “cabeça” no sábado, quando, segundo ele, seu primo a havia encontrado. “Ele a achou aqui mesmo”, conta, apontando para a grelha de cimento numa galeria pluvial que fica ao lado da pista, onde a caixa óssea estava acomodada como se fosse uma bola de futebol envelhecida.
Como o primo disse que chamaria a polícia, o estudante afirmou não ter se importado com a descoberta e foi para casa. “Achei horrível quando vi”, confessa. Ontem, quando passou no local e viu o crânio no mesmo lugar onde o primo havia estado, resolveu avisar a PM.
Os soldados permaneceram no local até a chegada da Polícia Técnica, que avaliou o crânio antes que ele fosse encaminhado para o Plantão Policial, de onde seguiria para ser analisado no Instituto Médio Legal (IML). Segundo o policial Abimael Pires Correia, perito da Polícia Científica, o crânio é, com certeza, humano, e, pelo tamanho, provavelmente de um homem. Como o local não é um ponto de “desova” (onde são jogados corpos de vítimas) e não haviam outros vestígios de ossos, o perito acredita que o crânio tenha sido carregado de outro ponto pela água das chuvas.
Correia arrisca a possibilidade de que o crânio seja de algum indigente que tenha morrido ao longo da rodovia. “Pode ser de algum ‘trecheiro’”, diz, referindo-se às pessoas que caminham sem rumo definido à margem das estradas. O laudo do IML que deve dar informações sobre o crânio deve sair em até dez dias.