São Carlos - A morte de quatro jovens atropelados na estrada de ferro em Brotas despertou desconfiança nos familiares das vítimas.
A morte dos jovens foi informada na tarde de anteontem aos familiares. Waldemir de Souza, tio de Deividi Roberto Vitório Mariano, acompanhou o reconhecimento no Instituto Médico Legal (IML) de Rio Claro e afirma que os corpos possuíam marcas de mordidas de cachorro.
“Vamos formar um grupo com os pais e queremos descobrir o que aconteceu”, ressalta Souza.
Para o tio, a polícia passou informações contraditórias. “Queremos descobrir a forma de como eles morreram. É muito estranho que quatro pessoas estejam dormindo na ferrovia e não tenham ouvido o trem se aproximar. A história está mal contada e provavelmente eles foram colocados na linha do trem já mortos”, desconfia.
Abordagem policial
Segundo Lúcia Helena Vitório, mãe de Deividi, o grupo foi abordado pela polícia na noite do último sábado. “Se eles estavam sem documentos, o correto seria que a polícia tivesse avisado os pais”, questiona Souza.
De acordo com os familiares, os jovens trabalhavam na colheita de laranja e freqüentemente visitavam as cidades de Brotas e Itirapina. Existe a suspeita de que os amigos planejassem voltar a São Carlos praticando surfe ferroviário, como não passou nenhum trem, eles teriam decidido voltar andando para a cidade.
O velório e sepultamento dos quatro jovens ocorreram ontem em São Carlos.