Um profissional de pára-quedismo acrobático sobreviveu ao mergulho de 3.600 metros, na Nova Zelândia, quando nenhum de seus dois pára-quedas abriu.
A queda foi registrada pela câmara de seu capacete, e as imagens foram transmitidas ontem por uma TV neozelandesa. O episódio ocorreu em 12 de dezembro.
Michael Holmes, 25 anos, cidadão britânico, ficou internado 11 dias. Recebeu US$ 20 mil para narrar a aventura, intermediada por um empresário australiano.
Com a queda sobre um pé de amoras negras, ele arrebentou o tornozelo e teve um dos pulmões perfurados. Mas estava vivo, naquilo que agora qualifica de “uma hipótese que ocorre só uma vez em cada milhão”. Holmes é um ex-campeão de pára-quedismo acrobático no Reino Unido e já saltou 7.000 vezes.
Além de sua própria câmara, a queda foi registrada por outro pára-quedista que saltou do mesmo avião.
Os 30 segundos que ele levou para chegar até o chão mostram uma mistura de aflição e perícia para evitar cair num lago ou num terreno coberto por carcaças de velhos automóveis.
O velocímetro que transportava no pulso esquerdo chegou a indicar, durante a queda, uma velocidade de 193 quilômetros por hora. Por manobras com o corpo, ele reduziu a velocidade para 128 quilômetros. Ele diz que, plenamente recuperado, quer voltar a saltar.