Política

Escritor paulistano lança hoje livro sobre repressão e revolucionário local

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

O escritor paulistano Renato Leonardo Martinelli lança hoje em Bauru, a partir das 18h30, no Instituto Acesso Popular, o livro “Um Grito de Coragem - memórias da luta armada”, que narra a trajetória do bauruense Márcio Leite de Toledo no movimento revolucionário brasileiro nas décadas de 60 e 70. A entrada para o evento é gratuita e não há necessidade de apresentação de convite.

Temas como a repressão da ditadura militar, a organização e autocrítica do movimento revolucionário que a enfrentava, além das agremiações estudantis que se recusavam a abaixar a cabeça, são abordados na obra.

O livro também pode ser considerado como uma reunião das lembranças de Martinelli militante revolucionário da época da luta armada contra a ditadura. Em sua mensagem na obra, o ex-militante ressalta que uma de suas intenções foi prestar homenagem a cada um dos ativistas, honrando suas memórias.

“O episódio central é um fato político dramático (a morte de Toledo) que ocorre em meio à luta contra a ditadura. Meu objetivo era tratar disso de uma forma que o fato fosse apresentado por alguém que o viveu internamente. Esse fato tem uma razão e é uma história que precisa ser contada a fim de que as pessoas tenham uma visão global dele”, ressalta Martinelli, que conheceu Toledo ao estudar junto com o bauruense na Universidade Mackenzie.

O escritor também elogia o ex-companheiro de luta. “Ele era um companheiro cuja atuação no movimento estudantil, contra a ditadura e a luta armada o caracterizou pela decisão de se formar como um verdadeiro revolucionário”, salienta Martinelli.

Martinelli nasceu em 5 de julho de 1942. A família, de imigrantes italianos, estabeleceu-se primeiramente em Campinas e, entre os nove filhos, foi o primeiro a nascer em São Paulo, quando seus pais decidiram se mudar para o bairro do Belenzinho, onde passou sua infância e adolescência.

Aos 23 anos ingressou no curso de Direito da Universidade Mackenzie, onde conheceu e se engajou no movimento estudantil e na luta contra a ditadura. Chegou a ser exilado, de agosto de 1971 a dezembro de 1979, período em que conheceu o Chile, Argentina e Cuba para depois retornar ao Brasil, já anistiado.

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