Beirute - Em clima de apreensão, mas sem a violência temida por muitos, milhares de libaneses se reuniram ontem no centro de Beirute para lembrar o segundo aniversário do assassinato do ex-premiê Rafik Hariri (1992-98 e 2000-04).
O atentado, responsável pela morte do bilionário que comandou a reconstrução do Líbano após a guerra civil (1975-1990), desencadeou um movimento político que pôs fim a quase 30 anos de presença militar síria e fez ressurgir o fantasma da violência sectária no país.
Embora o clima tenha sido mais de homenagem póstuma do que de vingança, a manifestação que encheu de bandeiras libanesas a praça dos Mártires foi marcada pela tensão política que praticamente parou o país nos últimos três meses.
Perto da manifestação, opositores que acampam desde dezembro em frente à sede do governo pela renúncia do premiê Fuad Siniora foram isolados por uma barreira policial.
Na véspera, um atentado matou três pessoas numa área cristã ao norte de Beirute, aumentando a expectativa de confronto. Mas o ato transcorreu sem violência, e os policiais tiveram pouco trabalho.
Saad Hariri, um dos líderes da coalizão de governo, disse que um tribunal internacional será instalado em breve para julgar os suspeitos pelo assassinato do pai.