Em visita ontem a Bauru para a inauguração das obras de ampliação da fábrica local, o presidente do conselho da Ebara, Hiroyuki Fujimura, que controla as unidades da corporação espalhadas pelo mundo, doou três bombas submersas utilizadas em sanemaento. Os equipamentos serão utilizados em projetos do Departamento de Água e Esgoto (DAE), que pretende tratar o esgoto de 150 mil habitantes de Bauru até o final de 2008.
Com investimento na ordem de R$ 6 milhões em sua única fábrica instalada no Brasil, a Ebara, com sede no Japão, amplia o leque de itens produzidos em Bauru. A empresa pretende expandir sua atuação no mercado sulamericano. A área em questão é a de soluções ambientais.
Segundo o presidente da empresa, a Ebara está presente em projetos de soluções ambientais de saneamento em diversos países, como China, Malásia e Cazaquistão. Ele cita o exemplo da usina siderúrgica de Tubarão, cujo todo o sistema de tratamento de efluentes foi idealizado pela Ebara.
Durante a reunião com o prefeito Tuga Angerami, na prefeitura, Fujimura demonstrou interesse em participar de futuras licitações para obras de saneamento, como a que será realizada no córrego Vargem Limpa. Na oportunidade o prefeito, com bom humor, atestou a participação da empresa na concorrência. Disse que qualidade e preço baixo serão bem recebidos.
Em decorrência da ampliação, a Ebara contratará novos funcionários. Segundo o diretor da empresa no Brasil, Nelson Reginato do Canto Júnior, o quadro de funcionários é de 140 pessoas, com possibilidade de ampliação do número em 10% nos próximos meses. Portanto podem ser geradas 14 vagas diretas.
Tuga entregou a Fujimura cópia do decreto que o declara Hóspede Oficial do Município de Bauru, publicado na edição de ontem do Diário Oficial de Bauru, e um quadro do artista plástico bauruense Percy Coppietars, além de um kit sobre educação ambiental produzido pelo DAE.
Para o presidente do DAE, José Clemente Rezende, a doação chega em boa hora. Existe licitação aberta para a construção de dois módulos de tratamento de esgoto no Núcleo Gasparini e outra em processo de abertura para edificar uma grande estação no Distrito Industrial 1, próximo ao Córrego Vargem Limpa.
Segundo Clemente, a previsão é que sejam investidos de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões nas duas obras. Ao término do complexo de tratamento, previsto para ser finalizado em 2013 caso não surjam recursos provenientes do Estado ou da União, a soma chegará a R$ 70 milhões, de acordo com o presidente do DAE. “Construiremos por etapas, de acordo com a viabilidade da nossa receita. Bombas utilizadas em tratamento de esgoto custam ainda mais caro. Essa ajuda (das três bombas) chega em ótima hora”, ressalta.